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Mianmar: Após golpe de Estado, partido de Aung San Suu Kyi faz apelo por sua libertação

A situação no país asiático foi veementemente condenada por autoridades internacionais

Penélope Coelho Publicado em 02/02/2021, às 09h36

A líder política Aung San Suu Kyi
A líder política Aung San Suu Kyi - Getty Images

De acordo com informações da agência de notícias AFP, publicadas nesta terça-feira, 2, pelo UOL, o partido da líder políticaAung San Suu Kyi, realizou um pedido oficial pela libertação imediata da mulher, após o golpe de Estado em Mianmar.

Aung San — vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1991 — foi detida ontem, 1, junto com outros membros de seu partido, LND  (Liga Nacional para a Democracia). Em nota, a Liga exigiu que o Exército reconheça o resultado das eleições de novembro.

Os militares do país não validaram o resultado positivo para a maioria de votos do partido de Suu Kyi.  De acordo com a reportagem, os líderes políticos estão detidos em “prisão domiciliar” na capital do país, contudo, o Exército não confirmou o paradeiro de nenhum deles.

O golpe de Estado em Mianmar vem gerando preocupação em autoridades internacionais, já que ameaça a democracia.

O presidente norte-americano,Joe Biden, se pronunciou sobre o caso e pediu para que o Exército devolva “imediatamente” o poder aos que foram eleitos. Sabe-se que o Conselho de Segurança da ONU já marcou uma reunião de emergência para discutir o ocorrido, a conferência deve ser realizada ainda hoje, 2.

O golpe

Tudo começou no último domingo, 31, quando a rede local de telecomunicação foi reduzida a partir de 75% da capacidade. No entanto, o cenário se tornou pior após um apagão, seguido pela rede de telefonia congelada. Ao mesmo tempo, muitos se depararam com militares nas ruas de Naypydaw e Rangoun.

Vale destacar que kyi não foi a única detida. O atual governador de Rangoun, líderes que atuam na sociedade civil e artistas acabaram sendo presos. Um exemplo disso é Min Htin Ko Ko Gyi, cineasta que foi detido diante de críticas ao Exército.