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"Milícia do Rio de Janeiro como mandante", diz Marcelo Freixo sobre assassinato de Marielle Franco

O político afirmou em uma entrevista ao UOL que as investigações da morte da vereadora estão bem avançadas

Ingredi Brunato Publicado em 08/12/2020, às 16h30

Fotografia de Marielle Franco
Fotografia de Marielle Franco - Wikimedia Commons

Em entrevista ao UOL, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) comentou o andamento da investigação pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson, crime que está fazendo 1.000 dias ainda sem solução nessa terça-feira, 8. 

"As investigações já estão bem avançadas, eles já têm convicção. Mas convicção não é suficiente para condenar ninguém, por mais que esse país já tenha visto o contrário. Eles estão produzindo provas. Já a convicção passa, evidentemente, por ações da milícia do Rio de Janeiro como mandante”, declarou o político.

Segundo Freixo, o poder que a milícia exerce na cidade do Rio de Janeiro é suficiente para mandar matar uma figura pública em ascensão, como Marielle era, e acreditar que sua impunidade prevalecerá. 

"Quem manda na cidade não é o prefeito, mas a milícia. Um em cada três moradores vive em área de milícia. Quem manda na cidade é quem controla os territórios.", disse ainda o deputado do PSOL. 

Sobre Marielle Franco 

Marielle Franco foi uma socióloga e política do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Ela era negra, feminista, defensora dos direitos humanos e também fazia parte da comunidade LGBT+. 

A política foi eleita vereadora pelo Rio de Janeiro em 2016 com a quinta maior quantidade de votos, todavia não teve chance de terminar seu mandato, sendo assassinada, juntamente a seu motorista Anderson, em 14 de março de 2018

Muitos acreditam que Marielle tenha sido assassinada pelos grupos milicianos cariocas, em uma tentativa de calar as fortes críticas da vereadora à sua atuação. Sua morte gerou comoção nacional, incluindo protestos exigindo justiça, assim como a proliferação de mensagens a homenageando nas redes sociais.

Uma palavra de ordem comum que começou a ser repetida nessa época também foi a "Marielle presente", que simbolizaria a continuação da luta pelas causas defendidas pela vereadora em vida.