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Militares LGBT farão parte de pesquisa sobre antigo banimento na Inglaterra

Até 2000, na Inglaterra, era ilegal ser LGBT+ no exército

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 19/01/2022, às 17h58

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Pixabay / ArmyAmber

A Inglaterra manteve até o ano de 2000 uma lei que impedia qualquer pessoa LGBT+ de atuar nas Forças Armadas do país. Apelidada de ‘gay ban’ (banimento gay, em tradução livre), a restrição causou inúmeros casos de violência contra qualquer pessoa 'suspeita' de fazer parte da comunidade.

Nesta quarta-feira, 19, no entanto, o governo britânico vai na direção da compensação destes militares e veteranos, com um novo anúncio. Uma pesquisa específica está sendo desenvolvida para expor as maneiras em que esta lei de banimento impactou negativamente os indivíduos LGBT+ no exército.

O Ministro pela Igualdade, Mike Freer, foi uma das pessoas parte do mais recente anúncio, e expressou a urgência das informações desta pesquisa e de ouvir estes veteranos LGBT+ em relação à ‘gay ban’.

“O governo está dedicado a corrigir os erros do passado. Ouvir a esses veteranos afetados pelo banimento será crítico para nosso movimento para frente. Nossas Forças Armadas nos deram liberdade e paz, e estou orgulhoso de estar em pé ao lado de todos os veteranos LGBT+”, afirmou.

De acordo com as informações reveladas pelo portal de notícias Gay Times, a reação de ativistas LGBT+ em relação à nova pesquisa sobre a lei de banimento gay foi diversa, com agradecimentos e comemorações pelo investimento governamental em uma pesquisa do tipo, mas preocupação com a maneira como os resultados serão usados.

Destacando as experiências negativas de muitos militares LGBT+, Caroline Paige e Craig Jones MBE, da organização Fighting With Pride (Lutando com orgulho, em português), expressaram a necessidade de um apoio direto do governo também, de maneira a proteger esta comunidade na Inglaterra.

Milhares de veteranos LGBT+ ainda vivem em vergonha e pobreza, fora da família militar e sua rede de apoio. Eles se apresentaram para servir seu país e foram tratados com crueldade chocante. Temos mais de 20 anos desde que o banimento foi revogado, mas, o governo deixou estes veteranos para trás. Nós damos boas-vindas ao anúncio de hoje e iremos trabalhar com o governo para atingir progresso rápido e reparações significantes para os nossos veteranos LGBT+”, explicaram.