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Notícias / China

Na China, mini exército de terracota foi encontrado em tumba de príncipe menino

Arqueólogos dataram os soldados em cem anos após do Exército de Terracota original, para a tumba de um herdeiro que nunca reinaria

Fábio Marton Publicado em 16/11/2018, às 14h18 - Atualizado às 14h39

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Miniaturas contemporâneas do Exército de Terracota  - Getty Images
Miniaturas contemporâneas do Exército de Terracota - Getty Images

Arqueólogos chineses acabam de revelar um achado no mínimo curioso: uma cova, descoberta com várias outras em 2007, revelou uma pletora de pequenas estátuas de argila cozida (terracota) retratando realisticamente soldados, cavalaria, carros de combate, torres de defesa e músicos de guerra. As estatuetas medem até 31 cm de altura, cerca de 1/6 da escala do famoso Exército de Terracota do primeiro imperador da China, Qin Shi Huang. 

Departamento de Relíquias Culturais da China

A data, cerca de 2100 anos atrás, coincide com a morte de Liu Hong, o príncipe de Qi, filho do Imperador Wu. Liu morreu em 110 a.C., aos 12 ou 13 anos de idade, obviamente sem deixar descendentes. Mas as estatuetas provavelmente não eram brinquedos: nobres adultos da Dinastia Han continuaram a fazer estátuas de terracota em miniatura para protegê-los no pós-vida.

Departamento de Relíquias Culturais da China

A razão da identificação com o príncipe é o próprio fato dele ter sido honrado com as estatuetas. “A forma e o tamanho da cova sugerem que ela acompanhava um grande túmulo“, registram os arqueólogos no estudo. “Veículos, cavalaria e infantaria em formação quadrada eram reservados para enterros de monarcas, oficiais de muito mérito ou príncipes. Existem possivelmente restos arquitetônicos de um cainho saindo da cova, mas não há como explorar a câmara principal”. A tumba do príncipe possivelmente foi destruída pela obra de uma rodovia nos anos 70, que compactou a terra sobre ela.

Departamento de Relíquias Culturais da China

A escavação foi conduzida pela Agência de Relíquias Culturais do Distrito de Linzi, da cidade de Zibo. O estudo original foi publicado em chinês em 2016, e traduzido e publicado em inglês, ao resto do mundo, só agora.