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Ministério da Saúde cobra do Instituto Butantan a entrega das doses de Coronavac

O imunizante está mais próximo do que nunca de ser administrado na população

Ingredi Brunato Publicado em 16/01/2021, às 14h00

Imagem ilustrativa de pessoa sendo vacinada
Imagem ilustrativa de pessoa sendo vacinada - Divulgação

Na última sexta-feira, 15, o Ministério da Saúde solicitou a entrega “imediata”  das 6 milhões de vacinas Coronavac já prontas para serem administradas presentes no Instituto Butantan. 

Em resposta, a instituição de pesquisa, que desenvolveu o imunizante juntamente ao laboratório chinês Sinova, perguntou ao órgão do governo qual parcela dessas permanecerá no estado de São Paulo

"Para todas as vacinas destinadas pelo instituto ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), é praxe que uma parte das doses permaneça em São Paulo, estado mais populoso do Brasil. Isso acontece, por exemplo, com a vacina contra o vírus influenza, causador da gripe. Portanto, o instituto aguarda manifestação do Ministério também em relação às doses da vacina contra o novo coronavírus", disse o Butantan em uma nota que foi repercutida pelo G1.

Segundo os cálculos da gestão do atual governador do estado, João Dória (PSDB), 1,5 milhão das doses deverão ser redirecionadas para São Paulo, tendo em vista sua população. 

Enquanto isso, a outra vacina que estava prevista pra chegar no Brasil, que foi produzida por Oxford e importada da Índia, sofrerá um atraso de três dias, segundo informado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que também foi repercutido pelo portal.

Já neste domingo, 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), irá analisar os pedidos de uso emergencial dos dois imunizantes. 

Sobre coronavírus no Brasil

Uma pesquisa divulgada em 18 de novembro por Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, apontou que os dados epidemiológicos da covid-19 no Brasil apontam que o acréscimo de casos em outubro e novembro indicam que o país passa por uma segunda onda de contaminação.

Na ocasião, o pesquisador explicou que o acréscimo será "mais parecido com o dos EUA do que com o da Europa, porque a Europa conseguiu controlar de verdade a transmissão, que voltou com força depois do verão, quando as pessoas foram viajar e trouxeram novas cepas do vírus para casa".

Até o momento de publicação dessa notícia, o Brasil tinha 8.393.492 infectados e 208.246 mortes desde o início da pandemia.