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Ministério da Saúde faz alerta para nova variante sul-africana de covid-19

A cepa ‘B.1.1.529’ apresenta mais de 50 mutações e preocupa especialistas ao redor do mundo

Isabela Barreiros Publicado em 27/11/2021, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/Pixabay

O Ministério da Saúde fez um alerta na última sexta-feira, 27, a respeito da nova variante de covid-19 identificada na África do Sul. Em um comunicado às secretarias de saúde brasileiras, a pasta advertiu os riscos da propagação da nova cepa.

De acordo com o comunicado, ainda não foi identificado nenhum caso da variante no Brasil, mas a orientação é que caso isso aconteça, as redes notifiquem imediatamente a situação às autoridades.

Na nota, a pasta escreve que “a variante B.1.1.529 foi identificada no dia 23 de novembro de 2021 na África do Sul, e no dia 25 de novembro de 2021 foi emitido alerta sobre nova linhagem que contém mais de 30 mutações na proteína spike, que é a principal proteína do SARS-CoV-2, que é o alvo principal das respostas imunológicas dos organismos".

"Essas mudanças foram encontradas em variantes como Delta e Alfa e estão associadas à infecciosidade elevada e à capacidade de evitar anticorpos bloqueadores de infecção”, completam.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também anunciou ontem uma nota técnica que indicava a suspensão de voos advindos de países como África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A medida teria previsão imediata.

Outra recomendação do órgão é que o governo brasileiro suspenda temporariamente a entrada de viajantes estrangeiros que tenham estado nas nações nos últimos 14 dias, sem contar os casos de exceções, que devem ser avaliados pelo serviço de imigração do país.

Conforme ressalta o jornal O Globo, as ações do governo para impedir a propagação da nova variante dependem de uma portaria interministerial editada em conjunto pela Casa Civil, Ministério da Saúde, Ministério da Infraestrutura e Ministério da Justiça.

Como explicou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, à publicação, as medidas ainda estão sendo discutidas “internamente” e “ainda não há um posicionamento fechado”.

“Essa decisão precisa ser breve e será breve”, completou.