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Ministério Público pede que vídeos de pastor vendendo feijão milagroso sejam retirados do ar

Valdemiro Santiago gerou polêmica ao afirmar que sementes representavam a cura para pessoas infectadas pela Covid-19

Caio Tortamano Publicado em 12/05/2020, às 17h22

Pastor Valdemiro Santigo
Pastor Valdemiro Santigo - Divulgação

O Ministério Público Federal entrou com um pedido ao presidente do Google no Brasil para retirar do Youtube os vídeos em que um pastor oferece sementes de feijão que teriam o poder de curar o coronavírus. O religioso em questão é Valdemiro Santiago de Oliveira, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus.

O pedido foi protocolado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, e a intenção é guardar as gravações para “futuras providências de responsabilização processuais”. Isso porque a prática do pastor representaria o crime de estelionato.

O procurador federal Wellington Cabral Saraiva afirmou que o líder religioso usa de sua influência para obter vantagem pessoal, uma vez que vendia sementes de feijão que milagrosamente curariam da Covid-19 — algo completamente fora de cogitação.

Saraiva ainda aponta um agravante: na gravação, o religioso usa a palavra “propósito” ao invés de “valor”, promovendo um disfarce linguísitco. Oliveira revelou que o valor a se pagar pelo feijão milagroso seria de R$100,00 a R$1.000,00.