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Ministro da Casa Civil afirma que recebeu vacina contra covid-19 escondido: "Era a orientação, mas vazou"

Aos 64 anos, o general Luiz Eduardo Ramos tomou uma dose da AstraZeneca no último dia 18 e acrescentou que não tem vergonha

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/04/2021, às 09h03

Luiz Eduardo Ramos em 2019
Luiz Eduardo Ramos em 2019 - Divulgação / Planalto

O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, confessou via Twitter na noite da última terça-feira, 27, que recebeu a vacina contra o novo coronavírus “escondido”, respondendo uma matéria feita pelo portal O Antagonista, acrescentando que não foi possível manter a omissão após sair na imprensa.

Na reportagem, um áudio atribuído ao general foi gravado durante o Conselho de Saúde Suplementar e divulgado em diversos veículos, com ele afirmando que tomou em Brasília, no Shopping Iguatemi: "Tomei escondido, né, porque a orientação era para não criar caso, mas vazou”.

No áudio, Luiz acrescentou que era importante seguir o caminho da ciência e medicina e que se esforçava para tentar fazer Jair Bolsonaro tomar a vacina: “Eu estou envolvido pessoalmente tentando convencer o nosso presidente, independente de todos os posicionamentos. Nós não podemos perder o presidente por um vírus desse. A vida dele, no momento, corre risco – ele tem 65 anos”, acrescentou.

No Twitter, ele replicou a reportagem, afirmando que o termo informal atribuía ao fato de ter sido um ato sem alarde por tratar-se de um ministro de estado: “Pessoal leva furo e tenta inventar crise onde não existe. Fui vacinado como mais de 38 milhões de brasileiros, apenas não quis fazer desse momento individual um ato político", concluiu.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 14,4 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 395 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.