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Ministro da Defesa faz nota enaltecendo golpe de 1964: "Um marco para a democracia"

O texto foi assinado por Fernando Azevedo e Silva e pelos três comandantes das Forças Armadas

Wallacy Ferrari Publicado em 31/03/2020, às 09h30

Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva discursando em cerimônia oficial
Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva discursando em cerimônia oficial - Divulgação / Ministério da Defesa

Na noite de desta segunda-feira, 30, o Ministério da Defesa divulgou uma nota oficial em alusão ao dia 31 de março, dia que deu início ao golpe militar de 1964 no Brasil. Chamando o golpe de “movimento”, o texto, assinado pelo ministro Fernando Azevedo e Silva afirma que a ocasião “é um marco para a democracia”.

Ao longo do texto, o ministro justifica que a data é um marco principalmente “pelo que evitou” e que se deve analisar fatos históricos avaliando o contexto do país na época, referindo-se a uma ameaça comunista. Na nota, ele afirma que as ameaçar eram caracterizadas como “sonhos com promessas de igualdades fáceis e liberdades mágicas”.

Com elogios aos balanços econômicos do governo militar, afirmou que foi possível ter o oitavo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo em decorrência das decisões tomadas no período e acrescentou que a Lei da Anistia “permitiu um pacto de pacificação” que serve de referência até aos dias atuais, sendo um “aprendizados daqueles tempos difíceis”.

O ministro concluiu afirmando que esses avanços continuam a ser possíveis pela ação das Forças Armadas, que “continuam a cumprir sua missão constitucional e estão submetidas ao regramento democrático”.

Além da assinatura do ministro, o texto também é firmado pelo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol; o comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior; e o comandante da Aéronáutica, tenente-brigadeiro do ar Antonio Bermudez.