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Ministro da Educação comenta polêmica com deficientes: 'Minhas palavras não foram adequadas'

Milton Ribeiro disse no passado que "alunos deficientes atrapalham os demais", fala bastante criticada nas redes sociais

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 16/09/2021, às 19h00

Fotografia de Milton Ribeiro
Fotografia de Milton Ribeiro - Divulgação / Agência Senado/ Roque de Sá

Milton Ribeiro, o Ministro da Educação se desculpou nesta quinta-feira, 16, por uma fala sua que despertou controvérsia no último mês, conforme divulgado pela Agência Senado. O episódio se deu durante uma audiência da Comissão de Educação do Senado.

O político disse durante uma entrevista em agosto que 12% dos alunos deficientes não deveriam dividir a sala de aula com os outros, porque "atrapalhariam" os demais.

Minhas palavras não foram adequadas. Não representa meu pensamento. Quero reiterar meu sincero pedido de desculpas a todos que de alguma forma se sentiram ofendidos. O ministro da Educação não é essa pessoa que foi pintada.  [...] Esse foi meu grande erro", admitiu ele. 

Milton também apontou que o MEC investiu meio bilhão de reais em acessibilidade durante o ano de 2021, a fim de tornar o ensino público mais bem preparado para acomodar alunos com deficiência. Por fim, ele reiterou que o Ministério da Educação acredita que o sistema educacional brasileiro deve ser "inclusivo". 

Ao mesmo tempo que alguns senadores reagiram de forma positiva ao fato do ministro ter reconhecido seu erro, outros frisaram a importância de ações:

"O senhor não deve pedir desculpas apenas a quem se sente ofendido, mas a todos. A sociedade brasileira merece um pedido de desculpas, mas com medidas de inclusão, com ação. [...] A escola tem que ser inclusiva, plural. Os atos falam mais do que palavras", pontuou Fabiano Contarato (Rede).

Desdobramentos anteriores

No último dia 17 de agosto, Ribeiro já havia abordado a afirmação polêmica, alegando que fora tirado de contexto e explicando o que de fato queria dizer. 

"O 'inclusivismo', que foi política do governo anterior, pega a criança e joga ela na sala de aula sem nenhum preparo, capacitação e ambiente para receber essas crianças. Temos algumas crianças com grau de autismo severo que ela cria dificuldades para ela e para as outras", disse ele na época, conforme repercutido pelo site Aventuras na História.