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Ministro da Educação defende a falta de questões sobre a ditadura militar no Enem

Durante uma entrevista coletiva sobre a última edição do Enem, Abraham Weintraub, disse que não houve questões polêmicas ou ideológicas

Redação Publicado em 17/01/2020, às 18h50

Abraham Weintraub, o ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro
Abraham Weintraub, o ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro - Wikimedia Commons

Durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, 17, sobre a última edição do ENEM, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que não houveram questões polêmicas ou ideológicas no exame.

Em relação a falta de perguntas sobre a Ditadura Militar, o ministro disse "Como aqui no Brasil existe ainda uma coisa não pacificada de como foi o período do regime militar, o objetivo do Enem não é polemizar e sim selecionar as melhores cabeças. Nós, nem fui eu, o banco examinador resolveu não colocar [questões sobre a ditadura na prova], não é para ter questão polêmica".

O ministro ainda fez referência a ditaturas de países como Cuba e Venezuela. "Para mim, ditadura é isso, uma situação muito pesada”, disse Weintraub. Abraham reafirmou, logo depois, que não teve participação nas decisões relacionadas aos conteúdos da prova e que não teve acesso ao exame antes da aplicação.

De acordo com Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), não houveram orientações de censura em determinados temas.