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Ministro sul-coreano oferece renúncia em meio à tensão com Coreia do Norte

Segundo informou a CNN, a saída do cargo, que gerencia as relações inter-coreanas, ainda aguarda a aceitação do presidente sul-coreano, Moon Jae-in

Vanessa Centamori Publicado em 17/06/2020, às 13h00

Kim Yeon-chul, ministro da Unificação da Coreia do Sul
Kim Yeon-chul, ministro da Unificação da Coreia do Sul - Divulgação/Youtube

Segundo informou a CNN, após a Coreia do Norte ter explodido um escritório usado para contato com a Coreia do Sul, o ministro sul-coreano da unificação, Kim Yeon-chul, ofereceu para renunciar o seu cargo nesta quarta-feira, 17.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in ainda não aceitou formalmente a saída de Kim, que era responsável pelas relações com a Coreia do Norte. Em entrevista à imprensa local, o ministro que solicitou renúncia assumiu "toda a responsabilidade de agravar as relações inter-coreanas". Ele disse ainda que estava "arrependido por não conseguir atender à demanda de muitos coreanos de esperar por paz e prosperidade na península coreana".

Uma nova escalada na tensão entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul cresceu recentemente após a capital norte-coreana, Pyongyang, reclamar que ativistas sul-coreanos mandaram panfletos contra o regime de Kim Jong-un para o outro lado da fronteira.   

Porém, o mal-estar teve origem um pouco antes, em janeiro deste ano, quando o líder da Coreia do Norte anunciou o fim da moratória em testes de armas nucleares e mísseis balísticos. Isso pode ter piorado as relações com os Estados Unidos e o Sul.

Anteriormente, os testes estavam suspensos devido às negociações de desnuclearização. Porém, possíveis acordos estão travados desde fevereiro do ano passado — na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou de lado abruptamente uma cúpula bilateral em Hanói, no Vietnã.