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Mistério de 12 dias: equipes buscam adolescentes desaparecidos no Amapá

O caso, que conta com a participação de 53 agentes da segurança pública, é considerado uma das maiores operações já ocorridas no estado

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 20/04/2021, às 09h38

Os jovens desapareceram no último dia 8
Os jovens desapareceram no último dia 8 - Divulgação/PM-AP

No dia 8 de abril, os amigos Renato Siqueira de Jesus e Fabrício Oliveira Barbosa saíram de casa para colher açaí em uma plantação pela manhã na cidade de Calçoene, no Amapá. Desde então, os jovens que têm 13 e 14 anos seguem desaparecidos.

Conforme o UOL, uma megaoperação, da qual participam 53 agentes que atuam no Corpo de Bombeiros, no Exército Brasileiro, no GTA (Grupo Tático Aéreo), na Guarda Florestal, além de policiais militares e civis, está à procura dos garotos.

Além disso, estão sendo utilizados helicópteros, embarcações e veículos na ação, considerada uma das maiores já realizadas no estado.

"O que encontramos de vestígios até agora foram algumas pegadas. A dificuldade em encontrá-los em ser um local alagado, de difícil acesso e com mata fechada. Às vezes os militares precisam percorrer em embarcações e cortar galhos de árvores", explicou ao UOL o primeiro-tenente Izaías Negreiros.

Segundo ele, no quarto dia da operação, as equipes encontraram um cachorro na mata que, inicialmente, acreditaram pertencer aos adolescentes desaparecidos, mas a hipótese logo foi descartada.

"É um mistério e não sabemos o motivo de terem sumido. Além disso, não temos mais encontrado vestígios além das pegadas iniciais", prosseguiu Negreiros.

Entretanto, mesmo após quase duas semanas, as equipes não perderam as esperanças de encontrá-los. A ação, que é dividida em três frentes, conta com uso de helicóptero, com buscas na mata, além de cães farejadores que atuam nas proximidades do local.