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Mistério de 130 anos: possível identidade de Jack, o Estripador, é revelada

Um diário descoberto em 1992, escrito por assassino confesso, poderia dar fim a uma das maiores dúvidas da História

Redação Publicado em 23/03/2020, às 11h51

"Um possível suspeito", caricatura do The Illustrated London News publicada em 13 de outubro de 1888, retratando a polícia de Londres na busca por Jack, o Estripador
"Um possível suspeito", caricatura do The Illustrated London News publicada em 13 de outubro de 1888, retratando a polícia de Londres na busca por Jack, o Estripador - Wikimedia Commons

Jack, o Estripador, um dos mais famosos assassinos em série do mundo, cometeu diversos crimes horríveis no leste de Londres. Sua identidade nunca foi revelada, porém depois da descoberta de um diário, as coisas podem ter mudado de figura.

As vítimas do homem foram identificadas na época como prostitutas, os assassinatos ocorreram em Whitechapel e East End, em Londres. Os nomes das mulheres mortas eram: Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly. Apesar de todos os esforços da Scotland Yard, como é conhecida a polícia de Londres, eles nunca chegaram no nome do assassino.

Segundo o jornal Daily Star, um mercador chamado James Maybrick tornou-se um forte suspeito, após as pesquisas do diretor de cinema Bruce Robinson. As hipóteses aconteceram depois de acharem o diário pessoal de Maybrick. O material, com mais de 9 mil palavras, possui confissões sobre a morte de várias mulheres com mutilação, incluindo cinco em East End. E o mais intrigante, no final das páginas o homem assina: "Atenciosamente, Jack, o Estripador.”.

Mas o diário, descoberto em 1992 - por um eletricista no sótão da mansão em Battlecrase, onde Maybrick morava -, gerou suspeitas de sua autenticidade e demorou anos para ser revelado.

É ai que entra o trabalho de pesquisa de Bruce Robinson, responsável por revelar que o homem que escreveu o diário morreu em 1889, um ano após a última morte realizada por Jack, o Estripador. Muitas pesquisas ainda devem ser feitas para um veredito final sobre o conteúdo do diário, mas, caso seja verdade o mistério de mais de 130 anos teria um fim.