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Mistério interestelar: A cada 157 dias uma explosão de ondas de rádio é detectada vinda do espaço

O enigmático padrão é o segundo da história descoberto por astrônomos — que buscam descobrir sua fonte no Universo

Alana Sousa Publicado em 09/06/2020, às 13h00

Imagem meramente ilustrativa da Galáxia M81 detectado por telescópio
Imagem meramente ilustrativa da Galáxia M81 detectado por telescópio - Divulgação/NASA

Um padrão em uma explosão rápida de rádio (FRB) foi detectado vindo do Universo. Essa é a segunda vez na história que astrônomos conseguem identificar tal atividade, a primeira vez foi no início deste ano. A pesquisa foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

As FRB são explosões de milissegundos no espaço, elas emitem uma onda de rádio que, com muito estudo, podem ser rastreadas de volta ao sinal ou galáxia de origem. No começo de 2020, os pesquisadores descobriram a fonte da explosão FRB 180916.J0158 + 65 — estudada desde 2017 —, que está localizada em uma galáxia a 3 bilhões de anos-luz da Terra, a onda é emitida a cada 16, 35 dias.

Agora, esta nova explosão tem um potencial muito maior. Apelidada de FRB 121102, ela emite uma rápida onda de rádio em um padrão a cada 157 dias. Ao longo de 90 dias o sinal pode ser detectado, seguido por um período de 67 dias de silêncio. Quase dez vezes maior que a outra.

Pela magnitude e alcance da onda, os especialistas acreditam que é ainda mais importante encontrar a fonte. Kaustubh Rajwade, principal autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado em astronomia na Universidade de Manchester, afirma que: “Encontrar esse padrão revela pistas importantes sobre o que poderia ser o progenitor dos FRBs. Uma periodicidade nos diz que o objeto que está produzindo FRBs provavelmente está em órbita com outro corpo astrofísico”.

Outro autor do estudo, Duncan Lorimer, que também é reitor associado de pesquisa e professor de física e astronomia da Universidade da Virgínia Ocidental, completa dizendo que “esta emocionante descoberta destaca o quão pouco sabemos sobre a origem dos FRBs”.