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Misterioso e rico sepultamento pré-romano é encontrado na Itália e instiga arqueólogos

Pesquisadores acreditam ter encontrado túmulo de príncipe de uma cultura enigmática que teria vivido na região das Marcas antes de Roma

André Nogueira Publicado em 28/01/2020, às 13h51

Túmulo encontrado na Itália
Túmulo encontrado na Itália - Antiquity Publications Ltd.

Uma escavação na Itália revelou o que os arqueólogos chamam de Tumba do Príncipe, a partir de métodos inovadores menos invasivos ao sítio. Segundo especulação dos pesquisadores, se trata de um nobre de uma cultura pouco conhecida e pré-romana. A escavação ocorreu em decorrência da construção de um centro esportivo em Cornaldo.

A pesquisa do ArcheoNova, projeto multidisciplinar da universidade de Bolonha, descobriu o local através de fotos aéreas em sobrevoo da região. A "vista aérea mostrava os restos de grandes valas circulares. Isso parecia peculiar”, afirmou Federica Boschi, diretora da escavação, ao Live Science. Depois, ocorreu uma varredura com o novo sistema ARP de impulsos elétricos que mapeou o subsolo sem necessidade de perfurações.

Imagem Aerea do local / Crédito: Antiquity Publications Ltd.

 

Após o mapeamento, foi possível realizar a escavação mais precisa, que revelou uma série de bens funerários, como um capacete de bronze, muitas armas, peças de cerâmica, vasos de bronze e um longo espeto de ferro. Além disso, objetos maiores, destacando-se restos de uma imponente carruagem de rodas de ferro, foram enterrados junto ao corpo.

"É um dos maiores túmulos já encontrados após o da rainha picena de Sirolo", afirmou Boschi, que acredita se tratar de uma tumba de um membro da alta elite local, um enterramento principesco. A análise do território também revelou que o jazigo era cercado por um fosso circular de 31 metros de largura, além de ser coberto por um monte artificial.

Os objetos amontoados foram catalogados no próprio sítio / Crédito: Antiquity Publications Ltd.

 

O corpo do sepultado, porém, não foi encontrado. Os pesquisadores acreditam que ele ainda será revelado com novos trabalhos no sítio. Porém, há hipóteses também de que os restos mortais estavam enterrados acima dos objetos e que não teria sobrevivido aos 2.600 anos de intemperes do local.