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'Moço em estado de sítio': A obra que explicitou os dilemas políticos e éticos durante a ditadura militar

Escrito originalmente em 1965, o texto de Oduvaldo Vianna Filho chega às livrarias nacionais

Victória Gearini | @victoriagearini Publicado em 24/08/2021, às 16h27

Oduvaldo Vianna Filho (à esq.) capa da obra 'Moço em estado de sítio' (à dir.)
Oduvaldo Vianna Filho (à esq.) capa da obra 'Moço em estado de sítio' (à dir.) - Funarte / Editora Temporal

Recém-lançada pela Editora Temporal, a obra 'Moço em estado de sítio', do aclamado dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, aborda as dificuldades do engajamento político e os dilemas éticos enfrentados pela esquerda durante o período da ditadura militar no Brasil. 

Escrito originalmente em 1965, este livro apresenta a saga do protagonista Lúcio Paulo diante de conflitos amorosos, políticos e profissionais. O personagem central participa de um coletivo teatral. Contudo, seu pai, Cristóvão, pressiona o filho para trabalhar em um escritório de advocacia. 

Em geral, 'Moço em estado de sítio' trata-se de uma reflexão profunda sobre a ruptura institucional ocasionada pelo Golpe de 1964. Além disso, é uma análise minuciosa e subjetiva dos desafios enfrentados pela esquerda brasileira com a instauração do regime militar no país.

Censura durante a ditadura militar

Embora o texto tenha sido escrito em 1965, ele só foi encontrado no fim dos anos 1970. Contudo, até a década de 1980, 'Moço em estado de sítio' permaneceu desconhecida entre o público, pois durante a ditadura militar a peça foi censurada. 

Já em 1981, Aderbal Freire Filho decidiu trazer a trama aos palcos do Sesc Tijuca, sendo dedicada na época a Glauber Rocha e Mario Pedrosa — ambos mortos naquele mesmo ano.

Segundo o crítico Yan Michalski, a obra de Oduvaldo Vianna Filho é uma “prova de espantoso amadurecimento”. Isto é, representa uma ruptura na trajetória do renomado dramaturgo. 

Confira um trecho da apresentação da obra: 

Moço em estado de sítio, escrita em 1965, é basicamente uma peça de síntese, um mapeamento crítico inédito das posições da intelectualidade de classe média carioca no contexto imposto pelo golpe militar de 1964. Suas questões centrais abordam, por um lado, os processos de cooptação inerentes à modernização implantada no período, que caminhava de mãos dadas com a concentração de renda e com o agenciamento dos interesses das multinacionais.


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