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Moeda de viajante que passou por Israel há 1800 anos é descoberta

Ela é uma das apenas onze moedas que já foram encontradas no local, uma rara visão do passado da região

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 09/02/2021, às 13h27

A moeda descoberta
A moeda descoberta - Divulgação/Nir Distelfeld - Autoridade de Antiguidades de Israel

Um soldado foi responsável por encontrar uma raríssima moeda durante um exercício de treinamento na região de Carmel, em Israel. Ela provavelmente caiu do bolso de um viajante que passava pelo local há mais de 1.800 anos. A descoberta foi anunciada pela Autoridade de Antiguidades de Israel.

O item é especial pois, na região, apenas poucas moedas foram descobertas ao longo dos anos. Quem explicou isso foi Donald Tzvi Ariel, chefe do Departamento de Numismática da IAA:

“Essa moeda se junta a apenas onze moedas de locais conhecidos na coleção do Departamento do Tesouro Nacional. Todas as moedas foram encontradas no norte de Israel, de Megiddo e Tzipori a Tiberíades e Arbel”, afirmou.

Crédito: Divulgação/Nir Distelfeld - Autoridade de Antiguidades de Israel

 

Segundo Avner Ecker, do Departamento de Estudos e Arqueologia da Terra de Israel da Universidade Bar-Ilan, “a moeda descoberta é uma das moedas municipais cunhadas na cidade de Geva Philippi, também conhecida como Geva Parashim”.

Os pesquisadores responsáveis pela análise identificaram a origem e a datação do item por meio de imagens e textos gravados no objeto. Há o ano cívico de “217”, o que é por volta de 158 e 159 d.C., o desenho do deus da lua e homens, além do retrato do imperador romano Antonius Pius. "Do povo de Geva Phillipi" também estava escrito na moeda.

“No período romano, as cidades [pólis] tinham o direito de cunhar suas próprias moedas. O ano marcado na moeda é o ano em que o conselho municipal, evidentemente, foi estabelecido, e seus cidadãos foram autorizados a autogovernar sob o Império Romano”, explicou o especialista.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.