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Notícias / Brasil

Moïse Kagabamge: Atos por justiça são convocados em SP e no Rio

Jovem congolês foi espancado até a morte após cobrar o pagamento de seu salário atrasado

Fabio Previdelli Publicado em 02/02/2022, às 13h50

Cartaz feito para o ato no Rio - Divulgação/ Redes Sociais
Cartaz feito para o ato no Rio - Divulgação/ Redes Sociais

Em protesto a morte do jovem congolês Moïse Kagabamge, de 24 anos — que foi espancado até a morte depois de cobrar o pagamento de seu salário atrasado —, atos pedindo justiça foram convocados para acontecer no próximo sábado, 5, em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

Na capital paulista, a passeata acontecerá em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), localizado na Avenida Paulista. O ato está marcado para começar às 10 horas, assim como no Rio de Janeiro, os manifestantes se reunirão em frente ao Quiosque Tropicália, que fica próximo ao Posto 8, na Barra da Tijuca — mesmo lugar em que Moïse foi morto. 

Conforme repercutido pela equipe do site Aventuras na História, Kabamgabe foi agredido por cinco homens. Gravações de câmeras de segurança apontam que o fatal episódio durou cerca de 15 minutos. 

De acordo com relatos de sua mãe, Ivana Lay, o filho iria cobrar o valor de dois dias de trabalho que não lhe haviam sido pagos. Na noite de ontem, 1°, três acusados pelo crime foram presos.

Conforme informaram agentes de polícia, um dos apreendidos, identificado apenas como Fábio Silva, trabalha na praia como vendedor de caipirinhas. Preso no bairro de Paciência, onde se escondia na casa de parentes, o homem confessou ter dado pauladas na vítima.

Na tarde de ontem, um segundo agressor, que se apresentou na 34ª DP (Bangu), confessou ter participado do crime. Ele se chama Alisson Cristiano Alves de Oliveira e tem 27 anos de idade, segundo informações do G1.

Em vídeo, ele declarou que "ninguém queria tirar a vida" de Moïse e que o grupo foi "defender o senhor" do quiosque, que teria tido "um problema" com o congolês. A identidade do terceiro preso, até o momento, não foi informada pelas autoridades.

A defesa do dono do estabelecimento diz que ele não conhece os agressores e também nega que ele estivesse devendo para Moïse. Ele estaria em casa no momento em que o crime ocorreu, tendo deixado apenas o gerente no local.