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Monge é executado após assassinato a abade em monastério no Egito

Wael Saad foi condenado a pena de morte após comover o país pela violenta morte do Bispo Epiphanius

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 10/05/2021, às 09h42

Imagem do Monastério de São Macário, localizado a noroeste do Cairo
Imagem do Monastério de São Macário, localizado a noroeste do Cairo - Wikimedia Commons

Um monge foi submetido a pena de morte por autoridades egípcias durante o último domingo, 9, após ser considerado culpado pela morte de um abade de seu mosteiro no ano de 2018, conforme revelou um advogado e o irmão do acusado em informação da Reuters publicada pela CNN.

Os acusados, identificados como Wael Saad e Ramon Rasmi Mansour, possuíam os nomes monásticos de Isaiah al-Makari e Faltaous al-Makari, respectivamente, e foram responsáveis pela execução do Bispo Epiphanius, que tinha 64 anos de idade, com três golpes na nuca usando um cano de aço.

Saad, em específico, foi o responsável pelo ferimento fatal, sendo o único condenado a morte. Mansour também havia recebido à pena capital, mas teve uma redução na sentença após entrar com um recurso. Além das condenações, a dupla foi destituída dos cargos religiosos pela violação.

Na época, Epiphanius era abade do Monastério de São Macário, localizado a noroeste do Cairo, e sua morte resultou em uma massiva comoção da comunidade cristã egípcia. O corpo do assassino já foi liberado pelas autoridades em um necrotério no município de Damanhour, no delta do Nilo.