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Monstro marinho que viveu há 230 milhões de anos é desenterrado com réptil em sua barriga

Última refeição de um ictiossauro de 5 metros foi revelada por paleontólogos durante uma escavação no sudoeste da China

Fabio Previdelli Publicado em 24/08/2020, às 11h38

Ictiossauro com o conteúdo do estômago visível como um bloco que sai de seu corpo
Ictiossauro com o conteúdo do estômago visível como um bloco que sai de seu corpo - Divulgação/ Ryosuke Motani

Durante uma escavação no sudoeste da China, paleontólogos tiveram uma grande surpresa ao desenterrarem um esqueleto, quase completo, de um ictiossauro — uma ordem de répteis marinhos extintos que se assemelham aos golfinhos — de 5 metros de comprimento.

Isso porque, no estômago do animal, foi encontrado o fóssil bem preservado de um Talatossauro, uma criatura aquática parecida com um lagarto, só que com quatro metros de comprimento.

Ilustração de um icitiossauro e achado que mostra como eram suas presas / Crédito: Wikimedia Commons e Divulgação/ Ryosuke Motani

 

Com o achado, que foi publicado no iScience, os pesquisadores podem ter a evidência de que os ictiossauros eram megapredadores do período Triássico — compreendida entre há 237 milhões de anos e 201,3 milhões de anos, aproximadamente.

Anteriormente, se pensava que esse tipo de réptil se alimentava apenas de cefalópodes — moluscos marinhos a que pertencem os polvos, as lulas, os náutilos e os chocos — que, portanto, seriam bem menor do que eles.

Entretanto, os pesquisadores não conseguiram determinar se o talatossauro foi morto pelo ictiossauro ou se ele já foi encontrado sem vida. "O conteúdo na barriga do nosso ictiossauro não foi marcado pelo ácido do estômago, então ele deve ter morrido logo após a ingestão desse alimento", disse, em comunicado, Ryosuke Motani, coautor da pesquisa e professor de paleobiologia da Universidade da Califórnia em Davis, dos Estados Unidos.

Comparação ente um ictiossauro e um Talatossauro / Crédito: Divulgação/ Ryosuke Motani

 

O sítio onde a descoberta desse fóssil foi feita já está sendo escavado há 10 anos e, segundo Motani, continuará sendo explorado. "Vamos ver o que mais encontraremos", disse em tom de empolgação.


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