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Morre, aos 91 anos, o dissidente soviético Sergei Kovalev

Defensor dos direitos humanos, ele foi ficou preso por sete anos na antiga União Soviética por ser um dos líderes do movimento pró-democracia

Fabio Previdelli Publicado em 09/08/2021, às 14h17 - Atualizado às 14h18

Sergei Kovalev
Sergei Kovalev - Divulgação/YouTube/Human Right Watch

Morreu nessa segunda-feira, 9, o dissidente soviético Sergei Kovalev, aos 91 anos, segundo informou a agência de notícias AFP. Kovalev era figura conhecida na luta dos direitos humanos dos russos.  

Entre as décadas de 1970 e 1980, Sergei esteve detido em campos de trabalho por “atividades antissoviéticas”, já que era um dos líderes do movimento pró-democracia na antiga União Soviética — que acabou oficialmente em 1991.  

Desde o início dos anos 2000, aponta a AFP, Kovalev se tornou um dos principais críticos do autoritarismo presente no governo de Vladimir Putin, principalmente após a primeira guerra de Moscou na Chechênia.  

Sergei foi deputado e primeiro emissário para os direitos humanos de Boris Léltsin, primeiro presidente russo depois da queda da URSS e de Mikhail Gorbachev; além de ser biólogo de formação.  

De acordo com seu filho, Ivan Kovaliov, Sergei morreu “enquanto dormia”. Como forma de homenageá-lo, a Memorial —organização russa de defesa dos direitos humanos da qual o homem fez parte — publicou uma mensagem em sua memória, alegando que ele “sempre lutou (...) pelos Direitos Humanos, contra a guerra da Chechênia, contra a violência e a mentira”. 

"A falta de Sergei Adamovich será sentida em todos os aspectos: como amigo querido de longa data, companheiro destemido, intelectual e conselheiro, fiel à ideia dos direitos humanos sempre e em tudo, na guerra e na vida civil, na política e na vida cotidiana”, completou a entidade.