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Morre, aos 98 anos, a historiadora Anita Novinsky

Professora do Departamento de História da USP, Novinsky era especialista na Inquisição portuguesa no Brasil e em estudos sobre a comunidade judaica

Fabio Previdelli Publicado em 21/07/2021, às 13h00

A historiadora Anita Novinsky
A historiadora Anita Novinsky - Divulgação/USP

Morreu na tarde de ontem, 20, a historiadora Anita Novinsky, aos 98 anos. Professora do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP), Anita era uma das principais e mais renomadas pesquisadoras sobre a história judaica no Brasil.

A perda foi noticiada pelo jornal Correio, da Bahia, e confirmada por Daniel Strum, também docente do Departamento de História da USP, em seu perfil no Facebook. 

“É com muito pesar que informamos o falecimento da historiadora e professora Anita Novinsky ז״ל, emérita da FFLCH, na tarde do dia 20 de julho de 2021. A trajetória intelectual e profissional da professora foi marcada pela crítica à intolerância religiosa e pela defesa incondicional da liberdade de expressão”, declarou. 

Especialista na Inquisição portuguesa no Brasil, a historiadora também ajudou a recuperar a história de diversos judeus, possibilitando que a comunidade descobrisse melhor sua origem.  

Sobre a historiadora

Nascida em Stachow, na Polônia, Anita migrou para o Brasil junto com sua família quando ainda tinha um ano de idade. Por aqui, se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1956. No final de década de 1970, se especializou em Racismo do Mundo Ibérico pela École des hautes études en sciences sociales. 

Docente da USP até o fim de sua vida, Novinsky, segundo o site da própria Universidade, foi fundadora do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância. Em 2013, ela foi outorgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico com a distinção de Pioneira da Ciência no Brasil, devido a sua trajetória como historiadora