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Morre Werner Doehner, último sobrevivente da tragédia do Hindenburg

O acidente ocorrido em 1937 deixou 36 mortos, entre eles o pai e a irmã do sobrevivente

André Nogueira Publicado em 17/11/2019, às 14h14

Acidente do maior dirigível da época, o Hindenburg, pérola da aeronáutica nazista, em 1937
Acidente do maior dirigível da época, o Hindenburg, pérola da aeronáutica nazista, em 1937 - Getty Images

No último dia 8, veio à óbito Werner Gustav Doehner, o último sobrevivente da tragédia do Zeppelin Hindenburg, uma aeronave que explodiu durante um pouso em 1937, causando a morte de 36 pessoas. Werner enfrentava uma grave pneumonia quando faleceu no último dia 8, no Hospital Geral da Região dos Lagos, em New Hampshire, Estados Unidos.

Werner nasceu na Alemanha, em 14 de março de 1929, mas cresceu desde cedo na Cidade do México. Era diplomado em engenharia elétrica pela Universidad Nacional Autónoma de México. 

Werner hospitalizado antes de voltar para o México / Crédito: Getty Images

 

Ele tinha apenas 8 anos quando vivenciou a queda do balão em New Jersey, durante uma viagem que fazia com os pais e irmãos na travessia do Atlântico. Werner revelou que durante a queda do Hindenburg, uma tragédia que durou 34 segundos, a mãe lançou ele e a irmã pela janela antes de pular. Os três foram hospitalizados, mas a irmã e o pai não resistiram.

"Meu pai era sigiloso sobre o desastre e não gostava de falar sobre isso", comentou seu filho Bernie, ao New York Times. "Ele era uma pessoa realmente privada." Doehner deixou a esposa e um filho. 

O acidente

Em 6 de maio de 1937 o LZ 129 Hindenburg iniciou as manobras de atracamento na base de Lakehurst, em Nova Jersey. Como que do nada, o dirigível pegou fogo.

Começando pela parte de trás, o furioso incêndio começou a trazer o colosso para o chão, perdendo sustentação primeiro atrás e empinando, em sucessivas explosões. Das 97 pessoas a bordo, 35 morreram,13 das quais passageiros. Houve outra morte, de um membro da equipe de terra.