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Novo esqueleto em Pompeia revela uma morte brutal

Homem manco tentou fugir das cinzas do Vesúvio, mas foi interrompido de forma violenta

Thiago Lincolins Publicado em 29/05/2018, às 17h00 - Atualizado às 18h24

 Trágico fim
Reprodução / Ciro Fusco

Durante a catastrófica erupção do Vesúvio em 79, um homem em fuga teve a má sorte de ser morto não por lava e cinzas, mas por uma pedra. Foi o que revelaram novas escavações no sítio arqueológico das ruínas, na Itália, ao encontrar os restos deixados por essa tentativa azarada de escapar da tragédia.  

As pesquisas indicam que o homem foi atingido por um grande bloco de pedra, de 300 quilos, que esmagou seu tórax e, provavelmente, arrancou sua cabeça, ainda não encontrada. Mesmo que o choque não tivesse ocorrido, as chances de sobrevivência eram nulas. Pompeia foi atingida por um fluxo piroclástico, ou seja, uma grande nuvem de gases e material vulcânico, que pode passar dos 1000 graus Celsius. 

Para piorar sua situação, os arqueólogos também concluíram que o homem, de mais de 30 anos, sofria de uma infecção na tíbia, o que dificultou a sua fuga. "Além do impacto emocional dessas descobertas, a possibilidade de comparar esses achados contribui para uma história cada vez mais precisa da história e da civilização da época, que é a base da pesquisa arqueológica", diz Massimo Osanna, diretor geral do sítio arqueológico.

Os restos do homem encontrado Reprodução / Parque arqueológico da Pompeia

As escavações na cidade não param. No começo do mês, o corpo completo de um cavalo foi encontrado na vila de Civita Giuliana, ao norte de Pompeia. Foi a primeira vez que os arqueólogos acharam um animal do tipo entre as ruínas.