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Morte por febre maculosa é confirmada em policial militar do Rio de Janeiro

Outros casos de agentes que participaram de operação na mata estão sendo investigados

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/10/2021, às 14h45

Amostras de carrapatos, animal transmissor da doença
Amostras de carrapatos, animal transmissor da doença - Divulgação / Hospital Vera Cruz

O primeiro-sargento Carlos Eduardo da Silva, que havia confirmado o diagnóstico de febre maculosa na última sexta-feira, 22, um dia depois de dar entrada no hospital da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), faleceu no último sábado, 23.

O caso da bactéria foi confirmado pela pesquisadora Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz, na manhã desta terça-feira, 26, em entrevista a emissora CNN.

Outro agente da Polícia Militar, que também foi internado em estado grave e morreu no domingo, 24, levantou a suspeita de que a disseminação de tal febre ocorreu após um curso de especialização em área de mata na capital fluminense.

60 pessoas que estiveram no mesmo local que as vítimas estão sendo monitoradas pelas secretarias municipal e estadual de Saúde, como afirmou o secretário estadual Alexandre Chieppe à CNN.

“O processo de investigação está em curso agora. Todas as pessoas que participaram do curso estão sendo monitoradas. Caso apareça algum sinal ou sintoma, ele possa ser imediatamente tratado para impedir a evolução para formas mais graves. Mas ainda está numa fase preliminar da investigação dos casos”.