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Vítimas da erupção do Vesúvio sofreram mais do que se imaginava, indica estudo

Anteriormente, acreditava-se que as vítimas morreram sufocadas em meio às cinzas. Entretanto, estudo revela que as mortes decorrentes do desastre vulcânico foram ainda mais terríveis

Joseane Pereira Publicado em 28/08/2019, às 07h00

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- Reprodução

Um estudo da Universidade de Nápoles atestou que as vítimas do desastre vulcânico que destruiu Pompéia sofreram uma morte mais cruel que o imaginado. Até então, os especialistas concordavam que as mortes se deram por sufocamento em meio às cinzas do vulcão.

Publicada na revista Plos One, a pesquisa se focou nos restos encontrados em casas de Herculano, rica estância balneária próxima de Pompéia em 79 d.C. Examinando 100 amostras de ossos e crânios, os arqueólogos descobriram que os restos humanos, cobertos com resíduos em preto e vermelho, continham uma quantidade muito alta de ferro - indicando que estavam cobertos por sangue fervido.

Corpos encontrados em Herculano/ Crédito: Reprodução

 

Muitos dos crânios mostravam sinais de explosão, o que demonstra que o sangue atingiu uma pressão muito intensa. Segundo a pesquisa, quando as cabeças das vítimas estouraram, seus cérebros se transformaram instantaneamente em cinzas.

Crédito: Reprodução

 

Apesar de terrível, a morte teria sido muito rápida, pois o calor do vulcão atingiu até 900 graus.  Já em Pompeia, o calor chegou apenas a 250 graus. Por isso, lá as pessoas foram encontradas em posições contraídas e sem as evidências apresentadas pela população de Herculano.

Crédito: Reprodução

 

Nem todos os cientistas da Universidade concordam que as quantidades elevadas de ferro evidenciam a fervura do sangue das vítimas. Porém, todos atestam que o gás liberado pela erupção foi tão perigoso quanto lava.