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Movimentação de estrela observada por telescópio comprova veracidade em teoria de Einstein

A Teoria Geral da Relatividade, publicada em 1915 pelo físico, não tinha aparatos para observar tais movimentos práticos de corpos celestes

Wallacy Ferrari Publicado em 16/04/2020, às 13h32

Albert Einstein em montagem com o buraco negro capturado pelo Telescópio do Horizonte de Eventos
Albert Einstein em montagem com o buraco negro capturado pelo Telescópio do Horizonte de Eventos - Divulgação

Uma impressionante movimentação da estrela S2 em volta de um buraco negro supermassivo foi observada por um telescópio VLT pelo Observatório Europeu do Sul, localizado no Chile. Localizado no centro da Via Láctea, os pesquisadores puderam concluir que a elipse não é inerte, mas muda de posição com um movimento repetido com constância.

Livre de um posicionamento fixo, a órbita da estrela faz com que a mesma tenha um padrão espirográfico, podendo oscilar como se estivesse dançando em volta do buraco negro Sagittarius A*. O fenômeno também provou um ponto presente na Teoria Geral da Relatividade, apresentada pelo físico Albert Einstein.

Conhecido como precessão de Schwarzschild, o efeito obtido pela estrela S2 mostrou aos observadores que as peculiaridades celestes, como a oscilação de velocidade causada pelo balanço da gravidade proveniente do buraco, são verdadeiras conforme previstas na teoria publicada em 1915.

Em entrevista à Lusa, o pesquisador português Paulo Garcia, que auxiliou na análise pelo Centro de Astrofísica e Gravitação do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, relatou o ocorrido: "Descobrimos que o movimento de uma estrela em torno desse buraco negro não é uma órbita fechada, isto é, não é um caminho em que o fim e o início são o mesmo ponto, descrito periodicamente".

Confira o vídeo da reprodução digital: