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Mulan: Disney é alvo de boicote por gravar em província acusada de violação de direitos humanos

Após grandes criticas por mudanças na história da clássica animação, a companhia agora é atacada por ter gravado na província chinesa de Xinjiang

Redação Publicado em 08/09/2020, às 13h15

Cena do filme Mulan (2020)
Cena do filme Mulan (2020) - Divulgação/Disney

Quando a Disney anunciou a produção do live-action da clássica animação Mulan, inúmeros fãs ao redor do mundo reclamaram das mudanças que a companhia faria na versão atual. Todavia, após o lançamento da obra cinematográfica na última sexta-feira, 4, a produção foi alvo de uma nova polêmica.

Segundo o Hollywood Reporter, parte das filmagens foi realizada no Vale Tuyuk, Turpan, e também no deserto de Mingsha, que engloba Xinjiang, uma província que tem sido algo de polêmicas por violações de direitos humanos. Mas essa não foi a única crítica. Segundo o site, alguns fãs que já assistiram a produção nos EUA notaram um agradecimento nos créditos finais ao governo acusado de violações.

O veículo relata que os créditos finais mencionam órgãos oficiais da cidade de Turpan. Estes estariam ligados à existência de campos de reeducação para mulçumanos da etnia uigur, que já afirmaram ter passado por trabalho forçado, doutrinação política e até mesmo esterilização.

A autora Jeanette NG, que nasceu em Hong Kong, pediu um boicote ao longa através de sua conta oficial no Twitter. “Mulan agradeceu especificamente o Departamento de Publicidade do Comitê da região autônoma de Uigur de CPC Xinjiang nos créditos. Vocês sabe, o lugar onde acontece um genocídio cultural”.

Confira a postagem completa abaixo.