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Notícias / A Mulher da Casa Abandonada

“A Mulher da Casa Abandonada”: Margarida Bonetti é procurada pela Justiça desde 2016

Margarida Bonetti, que ficou conhecida como “A Mulher da Casa Abandonada”, é procurada pela Justiça de São Paulo desde 2016

Fabio Previdelli Publicado em 21/07/2022, às 11h19

Margarida Bonetti, a mulher da casa abandonada - Divulgação/ Redes Sociais
Margarida Bonetti, a mulher da casa abandonada - Divulgação/ Redes Sociais

Na tarde de ontem, 20, Margarida Bonetti, que ficou conhecida como “A Mulher da Casa Abandonada” após podcast do jornalista Chico Felitti, foi alvo das autoridades por conta de um mandato de busca e apreensão.

Entretanto, a Justiça paulistana busca, desde maio de 2016, localizar o paradeiro da mulher. Motivo não possui nenhuma ligação com a condenação dela nos Estados Unidos por manter uma empregada doméstica em condições análogas à escravidão, mas sim por uma dívida de R$745. 

O valor, segundo matéria do Splash, do UOL, seria referente a vez em que uma de suas parentes rabiscou o hall de entrada de um prédio em que Margarida é proprietária. O pagamento da multa tornou-se alvo de mais uma intensa busca por Bonetti

Afinal, o Judiciário enfrentou inúmeras tentativas de encontrar alguém que pudesse receber os ofícios enviados pelo órgão. Diversos endereços atrelados a Margarida foram buscados ao longo dos anos, mas as experiências sempre foram frustradas. 

As casas ‘abandonadas’ de Margarida Bonetti

Segundo a fonte, a Justiça chegou a encontrar diversos endereços ligados a ela. Em um deles, um prédio residencial, também em Higienópolis, ela não foi encontrada. A busca aconteceu ainda em agosto de 2016. 

Margarida também foi procurada na tal “casa abandonada", mas o número de sua residência não foi localizado pela Justiça. Até mesmo em Roma acharam um endereço dela, mas nada aconteceu. 

Quatro anos após o início do processo, o condomínio recorreu ao último recurso possível: a citação de Bonetti por meio de um edital; o que ocorreu de fato em março do ano passado. Àquela altura, com juros e correções, o valor a ser pago pela mulher já passava dos 5,3 mil reais — hoje já ultrapassa os R$7.000.

Chegou a ser designado à Margarida advogados que prestam atendimento gratuito à população de baixa renda em São Paulo, mas nem assim houve um contato com ela. Os profissionais dizem que não possuem informações para apresentar embargos de defesa. 

Em abril deste ano, porém, a Justiça de São Paulo encontrou R$83,3 mil reais nas contas bancárias de Margarida Bonetti, o que gerou um bloqueio. A dívida da mulher com o condomínio já está em cerca de 7,8 mil reais.


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