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Mulher é acusada de matar o marido a facadas no Rio de Janeiro

Aos 33 anos, Dayana Machado foi presa em flagrante depois de assassinar seu companheiro e decepar o órgão genital do homem

Pamela Malva Publicado em 08/06/2021, às 15h30

Imagem meramente ilustrativa de viatura policial
Imagem meramente ilustrativa de viatura policial - Divulgação/Pixabay

Na madrugada da última segunda-feira, 07, uma casa no bairro Santa Catarina, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tornou-se o palco de um assassinato. Acontece que às 4h daquela amanhã, Dayana Cristina Rodrigues Machado, de 33 anos, teria matado seu marido a facadas, decepando o órgão genital do homem em seguida.

Segundo o UOL, a mulher foi detida em flagrante na tarde do mesmo dia, acusada de homicídio qualificado e vilipêndio de cadáver — um crime contra o respeito aos mortos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

De acordo com os oficiais, tudo começou depois que o casal saiu de uma lanchonete. Dayana e seu companheiro, André, teriam discutido e, em um acesso de raiva, o homem agrediu um de seus filhos — após dez anos de relacionamento, os dois tinham um menino de 8 anos e uma menina de 5 e ainda mantinham uma pizzaria juntos.

Mesmo divorciados há dois anos, Dayana e André foram para a casa que dividiam e, já na residência, voltaram a discutir. Foi nesse momento que, segundo a advogada de defesa Carla Policarpo, a acusada cometeu o assassinato.

“A discussão continuou quando chegaram em casa e ele novamente, a ameaçou”, narrou a defensora. “Em um momento de descontrole, forte emoção e com medo de que ele atentasse contra a vida dela após diversas ameaças, Dayana acabou o matando.”

Em seguida, ainda de acordo com a advogada, a mulher se arrependeu do crime e se apresentou para a polícia por vontade própria. Agora, a família de André deve liberar o corpo do homem no Instituto Médico Legal (IML), para onde ele foi levado após o crime.

Imagem meramente ilustrativa de policial / Crédito: Divulgação/ Pixabay/ cocoparisienne

 

Brigas e violência

Segundo o UOL, a própria irmã de André, Adriana Santos, afirmou que o casal brigava com frequência. Tendo recebido a trágica notícia enquanto estava no trabalho, a jovem acredita que o crime teria sido motivado por uma traição que Dayana não superou.

Para a família da acusada, contudo, era Dayana quem realmente sofria com a violência presente na relação. Nesse sentido, a mulher já teria denunciado André no passado, visto que a mulher era vítima de constantes agressões físicas e psicológicas.

"Ela sofria diversas ameaças, agressões dele, inclusive com boletim de ocorrência registrado”, finalizou a advogada Carla Policarpo. “Ele não aceitava o término da relação e dizia que se ela não ficasse com ele, não ficaria com ninguém.”