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Notícias / Crimes

Mulher é condenada por assassinato brutal de filho adotivo de 13 meses

Laura Castle sonhava em ser mãe, mas acabou responsável por um crime aterrorizante

Fabio Previdelli Publicado em 19/05/2022, às 12h21

Laura Castle e Leiland-James - Polícia do Condado de Cúmbria
Laura Castle e Leiland-James - Polícia do Condado de Cúmbria

Leiland-James veio ao mundo em 21 de dezembro de 2019, mas dois dias após seu nascimento, foi entregue ao Conselho Tutelar do Condado de Cúmbria, na Inglaterra. A partir de então iniciou-se sua saga em busca de uma família adotiva

Charlotte Day cuidou do garoto durante seus oito primeiros meses de vida, enquanto uma família definitiva era encontrada. Segundo a BBC, ela dizia que Leiland era um “menino muito feliz e contente”. 

Em maio de 2020, uma família mostrou interesse em adotá-lo. Scott e Laura Castle se conheceram em 2005 e, desde então, compartilhavam o desejo de ter filhos, mas problemas de fertilidade impediram a realização desse sonho. Em 2019, eles iniciaram o processo formal para adoção. James parecia perfeito. 

O casal passou por todo o processo legal e até mesmo conheceu Day, que teve certa simpatia por eles. Em agosto do ano passado, o processo foi finalizado e o bebê foi levado por sua nova família. 

O crime cruel

O sonho, porém, se tornou uma dor de cabeça. O casal encontrou dificuldades para se relacionar com Leiland. O que piorava a situação de Laura era que ela ficava sozinha o dia inteiro com o filho, enquanto o marido trabalhava à noite em uma fábrica. 

Segundo a BBC, durante semanas, ela enviou mensagens à Scott reclamando do bebê e demonstrando preocupação em relação aos tapas que dava nele, temendo que um dia não conseguiria parar. Em diversas ocasiões ela se referiu ao filho como "devil spawn" ("filhote do demônio"). 

Passado algumas semanas, o casal passou a considerar devolver o filho ao Conselho. Mesmo assim, realizou uma festa para celebrar o primeiro ano de vida do menino e tirou fotos temáticas com ele para um ensaio de Natal. 

Mas a situação ganhou rumos catastróficos em 6 de janeiro. No dia em questão, Scott chegou do trabalho por volta das 6h e logo foi para a cama. Duas horas depois, foi acordado com Laura agarrada junto ao bebê. 

Segundo relatado pela esposa, o menino havia caído do sofá e perdido a consciência. Seus braços e pernas amoleceram e sua respiração havia desacelerado. Os paramédicos foram acionados e James foi encaminhado para o tratamento emergencial. Não resistiu. 

A confissão

Exames preliminares apontaram que o menino sofreu lesões extensas no cérebro, inchaço e sangramento. Mas Laura continuou sustentando sua versão. Mais tarde, novos resultados constataram que o bebê sofreu com o chamado ‘síndrome do bebê sacudido’, também conhecido por traumatismo craniano abusivo.

Sacudí-lo não teria causado todos os ferimentos registrados, algo havia causado impacto em sua cabeça. Segundo a BBC, a mulher então admitiu que o chacoalhou e James acabou batendo com a cabeça no braço do sofá. 

Mas a promotoria diz que a agressão foi mais brutal e não acidental. Eles afirmaram que a mulher ficou brava com o menino por ele ter cuspido seu cereal. Então ela bateu sua cabeça com força brutal contra um móvel. 

Apesar de todas as alegações de que a morte foi um acidente, o júri a considerou culpada pelos crimes de assassinato e crueldade infantil contra Leiland-James. Mas acabou inocentada pela acusação de crueldade infantil

Scott foi absolvido pelas acusações de causar ou permitir a morte do jovem. Ele declarou estar “devastado” e com o coração partido” por ouvir a esposa confessar o crime, sendo que durante todo o tempo ela mentiu para ele sobre o acidente. "Ela é o amor da minha vida e eu nunca pensei que ela mentiria para mim". 

A sentença de LauraCastle será conhecida nos próximos dias.