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Mulher é detida após escalar sem autorização o Templo maia de Kukulcán

A turista revelou que estava cumprindo uma promessa que havia feito para seu finado marido

Penélope Coelho Publicado em 08/01/2021, às 14h16

a Pirâmide de Kukulkán
a Pirâmide de Kukulkán - Wikimedia Commons

De acordo com informações publicadas pelo portal Yucatan Expat Life, recentemente, uma turista causou confusão no famoso sítio arqueológico de Chichen Itza, após escalar a Pirâmide de Kukulkán.

Na ocasião, após os seguranças notarem o ocorrido, a mulher foi detida. Para se justificar a turista — que veio de Tijuana —, afirmou que subiu sem autorização na pirâmide, com o objetivo de cumprir uma promessa feita ao seu marido, que faleceu.

Segundo pessoas que estavam no local no momento do ocorrido, a mulher carregava as cinzas de seu falecido marido e é possível que ela tenha conseguido despejar parte dos restos mortais do homem no topo da pirâmide, contudo, essas informações não foram confirmadas pelas autoridades.

Sabe-se que o monumento maia é o mais famoso do sítio de Yucatán e desde o ano de 2008, os visitantes estão proibidos de escalar a pirâmide. A decisão se deu após o instituto de História e Antropologia do México (INAH) alegar estar preocupado com a conservação da estrutura.

Sobre os Maias 

A civilização viveu 2500 antes de Cristo até por volta de 1500 depois de Cristo, nas atuais regiões do sul do Mèxico, Guatemala Honduras, Belize e El Salvador. Os maias surgiram a partir de várias comunidades indígenas, que tinham diferentes culturas.

Viviam da agricultura, principalmente do cultivo de milho e feijão. Desenvolveram técnicas de irrigação avançadas, e ergueram grande pirâmides, templos e palácios. Eles conheciam matemática e criaram um calendário complexo.

O idioma falado pelos maias levava o mesmo nome que eles. Também criaram uma técnica de escrita chamada pictoglífica, que misturava símbolos e imagens.