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Mulher tem 40% do corpo queimado após explosão de desodorante

Caso aconteceu em Trombas, cidade que fica a cerca de 400 quilômetros de Goiânia

Fabio Previdelli Publicado em 27/10/2021, às 17h49

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - Vitor Schreiber via Wikimedia Commons

No último domingo, 24, uma professora de 59 anos sofreu um terrível acidente após a explosão do frasco de um desodorante. O caso aconteceu na fazenda da família da docente, em Trombas, cidade que fica a cerca de 400 quilômetros de Goiânia. 

Na ocasião, Marlene Moreira e o marido estavam queimando lixo quando o recipiente estourou e a mulher foi atingida pelo fogo. Ela ficou com cerca de 40% do corpo queimado. 

Ao UOL, a professora conta que a prática é comum, já que a propriedade não é atendida pelo serviço de coleta pública.  

“Habitualmente nós fazemos isso, colocamos fogo no lixo doméstico; estava previsto pra gente ir embora hoje (26), aí no domingo à tarde meu marido falou assim: 'Bem, vamos colocar fogo no lixo? Já fica pronta'”, explica.

A docente no hospital/ Crédito: Arquivo Pessoal

 

“Aí eu peguei o fósforo, ele colocou o fogo e saiu correndo pra desligar a caixa d'água que estava derramando e eu fiquei no fogo juntando tudo pro fogo subir mais rápido. O recipiente do desodorante, que estava vencido, eu joguei lá no meio”, completa.

Depois de ser atingida pelo fogo, Moreira conta que, devido a dor extrema, chegou a ficar cerca de 20 minutos embaixo do chuveiro. Além disso, ela também aplicou babosa em seu corpo e fez compressa antes de percorrer os 400 quilômetros de distância até o Hospital de Queimaduras de Anápolis. 

Por lá, a docente segue aos cuidados de um tratamento. "Todos os dias eu vou pro centro cirúrgico e sou sedada, pra fazer limpeza. Tenho sofrido dores horríveis, mas doer mesmo, que eu quase morri de dor, foi assim que explodiu e quando eu fiquei na ducha. Na viagem também, andar 400 km toda queimada”, diz. 

"O conselho que eu tenho a dar é que as pessoas selecionem o lixo, porque eu joguei tudo lá, jamais pensei nisso e aconteceu essa tragédia, é muito perigoso", concluiu Marlene, que ainda não possui uma previsão de alta.