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Mulheres Negras e Antirracismo: Brasil e Israel é tema de debate gratuito e aberto ao público

Saiba mais sobre o evento Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, promovido pela Fundação Zumbi de Palmares

Redação Publicado em 14/11/2021, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - TheDigitalArtist, via Pixabay

A professora da UFRJ, especialista em ESG e conselheira de Organizações Juliana Kaiser, ativista pelo antirracismo, participa da mesa “Mulheres Negras e Antirracismo: Brasil e Israel" no próximo dia 18/11, quinta-feira, às 14h30, pelo evento Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, promovido pela Fundação Zumbi de Palmares. O debate acontecerá com a membra do Movimento sionista-socialista Hashomer Hatzair, Linnoy Jember.

Como será que vivem as mulheres negras e judias e como se dá essa relação antirracista Brasil-Israel? O debate tem Juliana Kaiser, negra, judia, sob o propósito de empoderar mulheres negras através de ações de ESG e diversidade com empresas, e Linnoy, cuja pauta é incluir jovens etíopes através de programas sociais. “O ESG é o ponto de encontro entre essas duas mulheres, preocupadas com a forma, cada uma ao seu modo, de promover ações antirracistas através da melhoria de condições sociais de pessoas negras”, explica Juliana Kaiser.

No Brasil, 7,4 milhões de famílias são de mães solteiras negras, chefes de família e, controversamente, estão na base da pirâmide. Para Kaiser, tirar as mulheres negras dessa base, através de um trabalho de responsabilidade e diversidade com empresas, alinhando estratégias ESG para que as organizações percebam que é necessário fazer reparação histórica através da contratação de mulheres negras para cargos estratégicos e não operacionais, é uma das questões mais potentes do antirracismo, unida ao trabalho de letramento das empresas também para diminuir o turnover de profissionais negros, porque envolve a mudança de fato.

A mesa “Mulheres Negras e Antirracismo: Brasil e Israel" será mediada pela ialorixá Rosiane Rodrigues e possibilita ainda mais pluralidade a um debate com três mulheres negras  que atuam, cada uma no seu domínio, em prol do antirracismo e levam em conta também a urgência contra a intolerância religiosa e a questão de gênero.