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Mulheres têm mais chances de morte com cirurgiões homens, diz estudo

A análise teve acesso a mais de 1,3 milhão de fichas de operação entre os anos de 2007 e 2019

Wallacy Ferrari Publicado em 08/01/2022, às 13h12

Cirurgiãos durante procedimento médico
Cirurgiãos durante procedimento médico - Getty Images

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, apontaram em novo estudo quantitativo, publicado na revista científica Jama Networking, que mulheres tem aproximadamente 32% mais chances de falecer durante ou após uma cirurgia quando são operadas por cirurgiões homens.

A comparação com dados de cirurgiãs femininas registram também maiores chances de complicações no pós-operatório, de readmissões no hospital e de permanecerem internadas por mais tempo, obtendo tal projeção após uma análise de mais de 1,3 milhões de fichas operatórias registradas entre 2007 e 2019.

Na análise, o sexo dos pacientes e cirurgiões foram computados e, em seguida, registraram o estado de recuperação dos mais diversos procedimentos, constatando que o resultado de cirurgiões de ambos os sexos tiveram resultados próximos quando homens eram operados, mas observando a notável variável em casos de pacientes do sexo feminino.

Mulheres operadas por homens tiveram um risco 16% maior de complicações no período pós-operatório, 11% maior de voltarem ao hospital e 20% maior de ficar mais tempo internado. O número mais alto reconhecido na análise partiu dos procedimentos vasculares ou cerebrais, onde as mulheres tiveram 33% mais chances de óbito quando operadas por cirurgiões.

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