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Múmia egípcia de 2 mil anos surpreende arqueólogos após estudo

Durante anos, especialistas pensaram que os restos mortais pertenciam a uma ave, entretanto, um estudo revelou um fato curioso

Fabio Previdelli Publicado em 08/06/2020, às 15h37

Anteriormente, acreditava-se que a múmia era um pequeno falcão
Anteriormente, acreditava-se que a múmia era um pequeno falcão - Western University / Maidstone Museum

Durante muito tempo, uma misteriosa múmia de 2.100 anos de idade foi identificada de maneira equivocada enquanto esteve em exposição no Museum Maidstone de Kent. Entretanto, agora, com táticas avançadas de varreduras, descobriu-se que o corpo que pensavam ser de um pássaro, na verdade é uma múmia de uma criança natimorta.

Especula-se que os restos mortais pertençam a um menino que morreu entre a 23ª e a 28ª semana de gestação. Porém, tragicamente, o feto estava gravemente malformado, com anormalidades espinhais significativas — com um crânio e um cérebro que não se desenvolveram corretamente.

As malformações graves foram descobertas através de exames / Crédito: Western University / Maidstone Museum

 

"Com base na varredura de mais alta resolução de uma múmia fetal já feita, conseguimos determinar que esse indivíduo era severamente anencéfalo", disse Andrew Nelson, da Western University da Austrália, que ajudou a descobrir o mistério. O bioarqueólogo acrescentou: "Teria sido um natimorto. Não teria vivido até o nascimento".

Os curadores do museu haviam armazenado o feto junto com múmias de animais devido ao seu pequeno tamanho. Outro fato que levou a confusão era o fato que a múmia tinha um rosto de falcão pintado, que se acredita ter sido uma referência ao deus Hórus, com cabeça de falcão.

"Foi muito difícil ver o que estava acontecendo com essas tomografias clínicas, porque é um objeto muito pequeno e a resolução não é tão boa", explicou Nelson. "O que precisávamos eram varreduras de melhor resolução e mais especialistas". O fato de o feto ter sido mumificado sem nem ter nascido, pode significar que a criança, provavelmente, era muito respeitada.

O feto natimorto e invólucro funerário com um rosto de falcão pintado a ouro / Crédito: Western University / Maidstone Museum

 

"Teria sido um momento trágico para a família perder o bebê e dar à luz um feto de aparência muito estranha, não um feto de aparência normal", disse o bioarqueólogo. "A resposta da família foi mumificar esse indivíduo, o que era muito raro. No Egito antigo, os fetos costumavam ser enterrados em vasos, abaixo do piso da casa, de várias maneiras. Sabe-se que apenas seis ou oito foram mumificados. Portanto, esse foi um indivíduo muito especial".


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