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Pesquisadores descobrem que múmias Inuítes de 4.000 anos sofreram com artérias entupidas

O rico consumo de um nutriente famoso hoje em dia não preveniu a causa da morte dessas múmias

Caio Tortamano Publicado em 30/12/2019, às 13h32

Múmia Inuíte em ótimo estado de conservação
Múmia Inuíte em ótimo estado de conservação - Divulgação

Por mais que tivessem uma dieta rica e até mesmo saudável, os Inuítes sofreram com artérias entupidas. Após análises em múmias da antiga civilização, que habitava a Groenlândia, pesquisadores revelaram esse ínfame fato a respeito desses cadáveres.

Nos dias atuais, sabe-se que aterosclerose é um dos maiores causadores de mortes nos países mais ricos do mundo. Entretanto, análises que a condição médica tenha sido identificada em defuntos datados de 4.000 A.C.

Ainda assim, nenhum dos corpos doentes encontrados nesse período possuíam uma dieta como a dos Inuítes. O ômega 3 é tido como um dos “antídotos” para a formação de placas de gordura nas artérias.

Os pesquisadores responsáveis pela observação das quatro múmias extremamente preservadas sugerem que isso pode ser uma prova de que o consumo de ômega 3 talvez não seja tão efetivo contra a aterosclerose como se imaginava. Mas ainda outros fatores devem ser levados em consideração.

A reconstrução mostra a placa calcificada decorrente da aterosclerose / Crédito: Divulgação

 

A complexa natureza da doença torna difícil determinar exatamente o impacto dos diferentes fatores que podem ocasioná-la. Uma razão possível para a foto pode ter sido a fumaça produzida pelos Inuítes em ambientes fechados para fugirem do rigoroso frio ou rituais tradicionais.

As múmias foram encontradas em 1929 e estão em ótimo estado de conservação devido ao forte frio da Groenlândia. Por meio de suas vestimentas foi estipulado que os corpos foram enterrados por volta de 1500.