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Museu abre exposição com inúmeras de Barbies negras

De modo a comemorar o Mês da Mulher e a identidade de mulheres negras, o Museu Histórico Paulo Setúbal recebeu as bonecas

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 08/03/2022, às 17h45

A jornalista Rafaele Breves, com seção de sua coleção de Barbies negras
A jornalista Rafaele Breves, com seção de sua coleção de Barbies negras - Divulgação / Arquivo Pessoal

Março é considerado, culturalmente, o Mês da Mulher, no qual diversas instituições organizam e executam eventos, exposições e rodas de conversa relacionadas à história das mulheres e seus direitos. Planejando “reforçar a imagem da mulher negra em todos os espaços”, um museu organizou uma exposição de Barbies negras.

Presente no Museu Histórico Paulo Setúbal, no município Tatuí, em São Paulo, a exposição, chamada ‘Barbie Negra — O poder da representatividade’, comemora a história das mulheres negras e sua representação, contando com mais de 60 bonecas, todas parte da coleção da jornalista Rafaele Breves.

De acordo com a cobertura do portal de notícias G1, a profissional começou a colecionar suas Barbies em 2017 e abriu, em 2021, um canal no Youtube para compartilhar suas muitas bonecas e discutir a diversidade no mundo dos produtos para crianças. Breves destacou a importância da exposição para crianças negras.

Muitas meninas negras se esqueceram do quanto eram especiais porque eram muito raras as bonecas negras no Brasil. Sem essa referência, não se reconheciam, era como um espelho defeituoso. Aos poucos, o mercado de brinquedos passou a perceber a importância de um catálogo mais diverso”, explicou.

Dentre os exemplares presentes, estão algumas peças limitadas e raras, como a primeira Barbie negra na história, de 1980, modelos que representam países da África, por exemplo as Barbies Quênia e Nigéria, e até uma Barbie Brasil, que mostra a Bahia. Outras bonecas representam pedaços importantes da história negra, como Rosa Parks.