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Museus de Viena batalham a censura de obras explícitas nas redes usando o OnlyFans

A criação de uma conta na plataforma parece ser a saída para divulgar o trabalho de alguns artistas

Paola Orlovas, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 18/10/2021, às 09h36

Parte da frente do Museu Albertina, um dos mais prestigiosos da Áustria
Parte da frente do Museu Albertina, um dos mais prestigiosos da Áustria - Getty Images

Museus da cidade de Viena se juntaram para batalhar a censura de obras de arte em diferentes redes, e a alternativa encontrada foi a criação de uma conta no site de conteúdo por assinatura — na maioria das vezes explícito — OnlyFans.

A medida vem do conselho de turismo da capital austríaca, que buscava alternativas para o bloqueio de obras de arte que contam com conteúdos como nudez, nas redes sociais.

Assinantes da conta dos museus na plataforma OnlyFans recebem um cartão grátis da cidade de Viena ou um ingresso para entrada gratuita em um dos museus participantes.

Entre os espaços com conteúdo bloqueado nas redes sociais está o Museu Leopold, que teve seu vídeo de vigésimo aniversário rejeitado pelo Instagram e pelo Facebook, por conter o trabalho do artista austríaco Koloman Moser, que foi visto como potencialmente pornográfico.

Outro museu que sofreu com a censura foi o Albertina, que teve sua conta no TikTok suspensa e bloqueada após exibir obras do artista japonêsNobuyoshi Araki, uma delas com um seio parcialmente exposto. Em 2019, o museu teve um post com uma pintura do artista flamengo Peter Paul Rubens derrubado pelo Instagram por violar diretrizes comunitárias.

As obras que foram ou seriam classificadas pelas redes sociais como +18 já podem ser encontradas dentro do OnlyFans, onde fazem parte de uma exibição completa e sem censura.