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Na Alemanha, arqueólogos encontram esqueleto quase completo de elefanta que viveu há 300 mil anos

Com presas de mais de 2 metros, os ossos do animal impressionam pelo estado de conservação e pelo tamanho

Wallacy Ferrari Publicado em 20/05/2020, às 10h00

Os ossos encontrados na escavação
Os ossos encontrados na escavação - Jens Lehmann, Escritório Estadual de Conservação dos Monumentos da Baixa Saxônia

Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Tübingen, na Alemanha, em parceria com o Centro Senckenberg para a Evolução Humana, localizou um esqueleto quase completo de uma elefanta, que viveu há 300 mil anos, durante uma escavação em um local paleolítico próximo a cidade de Schöningen, no estado da Baixa Saxônia, Alemanha.

O animal foi identificado como um elefante de bico reto, da espécie Palaeoloxodon antiquus, já extinta. Pelo fato de ter falecido próximo a um lago, os sedimentos saturados da água preservaram seus restos mortais, o que permitiu a localização e identificação de partes e medidas do animal.

Digitalização contendo os ossos da elefanta em visão aérea / Crédito: Ivo Verheijen

 

A equipe acredita que os ossos pertenceram a uma fêmea adulta bastante desenvolvida, que tinha os ombros com cerca de 3,2 metros, pesava aproximadamente 6,8 toneladas e tinha presas de mais de dois metros de comprimento. Além dessas partes encontradas, a equipe também localizou um maxilar inferior completo, diversas vertebras, costelas e ossos das patas.

O arqueozoólogo Ivo Verheijen, que fez parte da equipe, analisou as condições do animal: “Provavelmente morreu de velhice e não como resultado da caça humana. Os elefantes geralmente permanecem próximos e na água quando estão doentes ou velhos. Numerosas marcas de mordida nos ossos recuperados mostram que os carnívoros visitaram a carcaça, no entanto, os homininos daquela época também teriam lucrado com o elefante”.