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Na China, arqueólogos encontram 24 tumbas de 3 mil anos

Segundo os especialistas, o achado remonta ao fim da Dinastia Shang, que permaneceu no poder entre 1600 e 1046 a.C.

Pamela Malva Publicado em 10/01/2022, às 18h00

Fotografia de um dos fósseis encontrados na China
Fotografia de um dos fósseis encontrados na China - Divulgação/ Instituto de Relíquias Culturais e Arqueologia de Anyang

Na última semana, especialistas do Instituto de Relíquias Culturais e Arqueologia de Anyang, na China, revelaram uma impressionante descoberta. Segundo o UOL, trata-se de um aglomerado de tumbas do final da Dinastia Shang, período entre 1600 e 1046 a.C. 

O achado foi realizado na vila de Shaojiapeng, depois de quase dois anos de explorações na região. No sítio arqueológico, então, foram encontradas 18 fundações de diferentes edifícios, além de 24 tumbas inéditas e quatro fossos para cavalos.

Com base no caractere chinês “Ce” identificado em um artefato de bronze desenterrado na necrópole, acredita-se que o local tenha servido como principal área de convivência de um antigo clã chinês — que também leva o nome de Ce.

Acontece que, além de relíquias de bronze e jade, artefatos de pedra e diversos utensílios feitos com ossos e mexilhões, os arqueólogos ainda identificaram restos mortais de guerreiros e cavalos, bem como seis carruagens bastante decoradas.

Um dos artefatos de bronze encontrados no local/ Crédito: Divulgação/ Instituto de Relíquias Culturais e Arqueologia de Anyang

 

Conforme narrado pelo UOL, as riquezas encontradas no local eram das mais diversas. Enquanto cadáveres foram enterrados com chapéus e cordões de conchas, por exemplo, os cavalos tiveram suas testas decoradas com um folheado de ouro e apoios de bronze.

Segundo Kong Deming, diretor do Instituto de Relíquias Culturais e Arqueologia de Anyan e responsável pelas escavações, o achado “é muito raro entre as antigas descobertas da região, refletindo o extraordinário status e poder do proprietário da carruagem".

Para o especialista, as ruínas identificadas, que estão em um bom estado de conservação, ainda guardam diversos segredos. Nesse sentido, elas podem integrar os estudos sobre a extensão e o formato das chamadas Ruínas Yin.

Agora, diante da inédita descoberta, os pesquisadores devem usar os artefatos encontrados para compreender com maior profundidade a relevância social do clã Ce, assim como sua divisão de trabalho e a relação do grupo com a família real Shang