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Na França, arqueólogos analisam detalhes de bateria de artilhara militar do século 20

O estudo buscou entender as principais características e métodos dos oficiais que realizavam a defesa da capital do Estado

Alana Sousa Publicado em 19/05/2020, às 13h00

Um dos conjuntos encontrados pelos arqueólogos
Um dos conjuntos encontrados pelos arqueólogos - Divulgação

Entre maio e julho de 2019 uma análise arqueológica aconteceu em Villevaudé, uma comuna francesa. O objetivo dos pesquisadores do Inrap, Escritório Nacional de Florestas e do Serviço Regional de Arqueologia, era criar uma cronologia e caracterização dos feitos de uma bateria de artilharia militar, que funcionou entre os anos de 1914 e 1916.

Ao longo de dez mil metros na floresta de Sénart, ficava o batalhão Bois Gratuel, parte do sistema defensivo da capital francesa. Eram dois conjuntos no total que formavam a estrutura de poderio militar, encontrados pelos arqueólogos — chamados de acampamento entrincheirado de Paris.

Parte da estrutura defensiva militar francesa/ Crédito: Divulgação

 

O primeiro conjunto apresentava uma vala rasa, com três postos descobertos, os quais apenas sobraram as colunas de suporte. Armazém para munição, bancos de observação, assim como locais para tiros completam a primeira parte da infraestrutura do batalhão.

A segunda parte do complexo parecia ser menos letal, com um posto de vigia e uma mangueira para comunicação entre os oficiais. A vala principal do militares media 170 m de comprimento, com uma profundidade média de 1,40 m, largura. Grande parte dos restos mortais, previamente localizados no ambiente, estava entre os dois conjuntos.