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Na França, ativistas são detidos por ocuparem mansão de ex-genro de Putin

Dupla pretendia usar a propriedade para abrigar refugiados ucranianos

Ingredi Brunato, sob supervisão de Isabela Barreiros Publicado em 15/03/2022, às 13h19

Trecho de vídeo que mostra ativista segurando bandeira da Ucrânia na mansão citada
Trecho de vídeo que mostra ativista segurando bandeira da Ucrânia na mansão citada - Divulgação/ Youtube/ Russia Today

Na França, dois homens foram detidos na última segunda-feira, 14, por terem invadido a mansão desabitada pertencente ao ex-genro de Vladimir Putin, o bilionário Kirill Shamalov, que já foi casado com a filha mais nova do líder do Kremlin. 

Pierre Haffner, que é um ativista da Associação Svoboda Liberté, e Sergey Savaliev, que se identifica simplesmente como contrário ao governo russo, teriam a intenção de usar a propriedade para abrigar refugiados vindos da Ucrânia

Conforme informações repercutidas pelo jornal britânico The Guardian, Haffner tirou uma série de fotografias do interior do luxuoso casarão, que compartilhou através de seu Twitter, juntamente a mensagens indignadas.

"Essa casa foi comprada com dinheiro roubado por Putin e sua máfia, dinheiro do povo russo e do povo dos locais oprimidos pela Rússia de Putin", escreveu ele em uma das publicações. 

A dupla ainda publicou um vídeo em que um deles segurava a bandeira da Ucrânia no terraço da mansão. 

Em entrevista ao The Guardian, Vladimir Osechkin, um ativista de direitos humanos exilado da Rússia, comentou a prisão ocorrida na França: 

“Isso não é justo, isso não é justiça... Meus amigos não estavam causando nenhum dano a esta propriedade, eles a estavam preparando para que os refugiados da guerra na Ucrânia, incluindo crianças, pudessem ficar lá. Isso é tudo o que eles estavam fazendo. Eles me pediram para comprar alguns lençóis para as pessoas ficarem lá”, contou ele.

Antes de ser retirado do local pela polícia, Haffner disse em suas redes sociais que pretendia renomear o local de "Villa Ucrânia".