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Na Grécia, naufrágio do século 5 a.C. será aberto para mergulhadores

Protegido pelas autoridades locais há anos, a visitação será possível graças a uma nova tecnologia

Alana Sousa Publicado em 30/07/2020, às 14h45

Imagem meramente ilustrativa de mergulhadores
Imagem meramente ilustrativa de mergulhadores - Divulgação/Pixabay

No início de agosto será aberto ao público, pela primeira, vez, ruínas de um navio que afundou do século 5 a.C., localizado nas profundezas do mar da Grécia, próximo a ilha de Alonnisos, no Egeu. Trata-se do naufrágio de Peristera, que há centenas de anos está sendo preservado por autoridades locais, mas uma medida permitirá que mergulhadores cheguem perto do antigo lugar que guarda vestígios da Idade de Ouro de Atenas.

Para que pessoas possam mergulhar nas proximidades, elas terão que se submeter a tecnologia de vigilância por computador. Isso implica em avisos eletrônicos se algum patrimônio estiver com perigo de ser destruído.

“Tivemos a sorte de começar com um dos mais belos destroços antigos do mundo. Eles chamam de Acrópole de naufrágios marítimos”, afirmou George Papalambrou, professor na Universidade Técnica Nacional de Atenas.

Além dos destroços da embarcação, o naufrágio conta com uma variedade de artefatos que seguiam para um centro de comércio no Mediterrâneo. Jarros de barros e milhares de ânforas estão descansando no oceano há mais de 2 mil anos.

“É a primeira vez, e não apenas na Grécia, mas em um nível pan-europeu, que um site como esse, um naufrágio tão grande com tantos objetos, está se abrindo para o público e mergulhadores”, disse Dimitris Kourkoumelis, arqueólogo subaquático do Ephorate of Underwater Antiquities da Grécia. Para o especialista, se tivermos sorte, este será um começo para que outros locais assim se tornem mais acessíveis.