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Na Itália, sindicato protesta contra distribuição de máscaras rosas

De acordo com Sindicato Autônomo de Polícia (SAP), o item colorido pode prejudicar a imagem da instituição

Wallacy Ferrari Publicado em 15/01/2022, às 09h00

Policiais italianos usando máscaras faciais
Policiais italianos usando máscaras faciais - Getty Images

Um sindicato de agentes de segurança pública da Itália se mobilizou em um protesto contra a distribuição de máscaras PFF2 coloridas. Especificamente incomodados com as máscaras na cor rosa entregues para a Polícia de Estado, os oficiais direcionaram uma carta aberta ao diretor-geral de Segurança Pública do país, Lamberto Giannini.

No texto, o Sindicato Autônomo de Polícia (SAP), conhecido por sua ligação com ambientes de 'extrema-direita', classifica o rosa como inadequado para a imagem dos provedores de segurança, expressando "perplexidade" pelo desconhecimento da figura militar, prezando pelo decoro dos agentes.

O texto acrescenta que a retirada estaria "evitando que estes sejam mandados para atividades institucionais com dispositivos de proteção de uma cor que resulta excêntrica em relação ao uniforme e pode prejudicar a imagem da instituição”, segundo o UOL.

Portanto, pedimos uma intervenção imediata para assegurar que os colegas prestem serviço com máscaras de outras cores (branco, azul ou preto) e coerentes com o uniforme da Polícia de Estado, evitando dispositivos de outras cores ou com eventuais decorações absolutamente inoportunas", afirmou, ainda, o sindicato.

A desaprovação chama atenção pela força do SAP, que conta com aproximadamente 20 mil policiais filiados à instituição. Apesar de numeroso, não houve resposta por parte das autoridades competentes para o motivo da escolha de máscaras coloridas até o momento desta publicação.