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Notícias / Arqueologia

Na Jordânia, santuário de caça de 9 mil anos atrás é descoberto

Contando com armadilhas, fósseis, estelas e expressões artísticas, o terreno está em condição pristina

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 23/02/2022, às 21h00

As duas estelas esculpidas encontradas no santuário jordaniano - Divulgação/ Facebook/ Visit Jordan
As duas estelas esculpidas encontradas no santuário jordaniano - Divulgação/ Facebook/ Visit Jordan

Após a descoberta de armadilhas para a caça de gazelas, as apelidadas ‘pipas do deserto’, em 2013, na Jordânia, o Projeto Arqueológico do Sudeste Badia (SEBAP), uma união de arqueólogos franceses e jordanianos, escavou um santuário inteiro da mesma época, datado aproximadamente de 7 mil antes de Cristo.

As investigações começaram em outubro de 2021. A agência de notícias governamental da Jordânia apenas revelou o achado nesta terça-feira, 23. Anteriormente, as ‘pipas do deserto’ eram consideradas do ano 4 ou 3 mil a.C., mas, sua presença no santuário de caça descoberto identifica que elas são, possivelmente, bem mais antigas.

O território em que o sítio foi encontrado abrigava caçadores da cultura ghassanid, o que prova ainda mais a possibilidade dessas armadilhas serem as estruturas em grande escala mais antigas que conhecemos. Porém, o santuário, de acordo com a cobertura da revista Galileu, oferece até uma visão sobre a expressão artística da região.

No sítio, os arqueólogos encontraram duas estelas, placas de pedra, uma com 1,12 metros, na qual um ser humano com uma ‘pipa do deserto’ está esculpido, e uma com 70 centímetros, com uma figura humana detalhada esculpida. Este tipo de arte, segundo o Departamento de Antiguidades da Jordânia, é algo muito incomum no Neolítico.

A natureza ritual do depósito é convincente, incluindo um uso inesperado de fósseis marinhos naturais no reino simbólico e espiritual”, escreveram em um comunicado oficial.

Os fósseis citados são 150 dos objetos encontrados na escavação do santuário. Todos de origem marinha, os fósseis estavam dispostos em formatos particulares, além de compartilharem o ambiente com pedras, figuras de animais e objetos de sílex.

Alguns dos fósseis marinhos presentes no santuário - Créditos: Divulgação / SEBAP