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Nações africanas pedem indenização por danos causados durante a colonização

Antes dominados por países europeus, os territórios da Namíbia, Tanzânia e Burundi, por exemplo, exigem uma reparação

Pamela Malva Publicado em 15/09/2020, às 15h00

Ilustração de portugueses sendo flanqueados por alemães na África, em 1917
Ilustração de portugueses sendo flanqueados por alemães na África, em 1917 - Wikimedia Commons

Durante toda a sua história, dezenas de países africanos foram marcados por séculos de colonização. Uma vez ocupadas por países como Inglaterra, Portugal, França, e Alemanha, algumas dessas nações, agora, exigem grandes indenizações.

Localizado na África Oriental, Burundi, por exemplo, pediu que a Alemanha e a Bélgica pagassem 36 bilhões de euros pelos danos causados durante a colonização. A nação africana ainda exigiu que os europeus devolvessem objetos roubados no passado.

O pedido partiu de uma pesquisa realizada desde 2018, que analisa os danos sociais e econômicos que o país sofreu durante a colonização, segundo o El País. Nesse sentido, o estudo não apenas considerou os trabalhos forçados e as penas cruéis, como também levou em conta os efeitos da colonização a longo prazo, de acordo com o UOL.

Patrulha armada alemã em território da atual Tanzânia, em 1914 / Crédito: Wikimedia Commons

 

 

Ao sul da África, a Namíbia também vem negociando o valor da indenização que a Alemanha deve pagar. Em agosto deste ano, o presidente do país, Hage Geingob, negou a oferta de 10 milhões de euros pelo genocídio ocorrido durante o século 20.

Para o líder, a proposta alemã foi um insulto à história da nação, já que 75 mil pessoas morreram na época, entre 1904 e 1908. Dessa forma, segundo a Deutsche Welle, as negociações sobre o valor a ser pago já duram cinco anos.

No caso da Tanzânia, o governo continua pressionando a Alemanha para que o país reconheça os crimes de guerra que cometeu durante o período colonial. Para Achilles Bufure, diretor do Museu Nacional da Tanzânia, as negociações têm de ser feitas o mais rápido possível, assim como a devolução de diversos itens roubados pelo país europeu.