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Nações pobres recusaram vacinas contra Covid-19 em dezembro

O número, revelado pela Unicef, chegou a 100 milhões de doses, devido a falta de recursos para conservação das vacinas

Redação Publicado em 13/01/2022, às 16h56

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Pixabay / Pexels

Durante o período inteiro desde que a primeira vacina contra a Covid-19 foi liberada, quase 80% da população nos países mais ricos do mundo já está imunizada com pelo menos a primeira dose. No entanto, quando o assunto são as nações mais pobres, o número cai para quantidades menores que 5% de seu povo.

Os dados vêm da publicação digital ‘Our World in Data’, que é utilizada por diversas organizações e pesquisas. No entanto, além disso, Etleva Kadilli, diretora da divisão de suprimentos da Unicef, revelou que muitas vacinas foram oferecidas para estes países, mas, não foram aceitas por diversos motivos.

Mais de 100 milhões foram rejeitados apenas em dezembro. Temos países que estão empurrando [o recebimento das] doses atualmente disponíveis para o segundo trimestre de 2022", expôs ao parlamento europeu.

Sua declaração, porém, não parou por aí: a profissional também explicou os motivos pelos quais as nações mais pobres estão recusando vacinas.

A rejeição vem do fato de que as doses do Covax, que organiza a compra e distribuição de diversas imunizações, estavam muito próximas da validade ou o país não tinha como armazená-las.

As vacinas precisam de geladeiras para conservação e os países precisam organizar campanhas de imunização e postos para estas aplicações, logo, este alto número, revelado por Kadilli nesta quinta-feira, 13, de vacinas recusadas é outra face da pobreza e necessidade destas nações. As informações vem do portal de notícias g1.