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Notícias / Brasil

Namorada de jovem que teve a barriga aberta admite uso de LSD

Em depoimento à Polícia Civil, a garota afirmou que ficou desacordada por algum tempo logo depois de usar a droga sintética

Pamela Malva Publicado em 01/02/2022, às 19h30 - Atualizado em 02/02/2022, às 14h21

Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ RoonZ-nl
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ RoonZ-nl

Em 16 de janeiro, um jovem de 20 anos foi encontrado com a barriga cortada em uma praia de Guarapari, no Espírito Santo. Na última segunda-feira, 31, então, a namorada da vítima, que o encontrou quando acordou na orla, prestou depoimento à Polícia Civil.

Segundo a jovem, que também tem 20 anos, ambos usaram drogas sintéticas na noite anterior ao acontecimento. Dessa forma, ela diz não se lembrar de nada antes de acordar e encontrar seu namorado deitado em seu colo, com a barriga aberta.

Além de conversar com os pais por telefone, a garota ainda afirmou que buscou ajuda de um vigilante. O trabalhador, que também foi ouvido pela divisão de homicídios da polícia, só conseguiu confirmar o pedido de socorro, feito por volta das 4h da manhã daquele dia 16. Nesse sentido, ele disse que não viu mais ninguém na região do ocorrido.

Acontece que, além do ferimento no abdômen do jovem, a garota também apresenta cortes em suas mãos, barriga e perna. Dessa forma, as famílias do casal acreditam que todas as agressões foram resultado de atitudes de terceiros, segundo o UOL.

Levado às pressas para o hospital particular em Vitória, o rapaz segue internado em estado estável. De acordo com a Polícia Civil, até o momento, não se pode afirmar se a jovem está envolvida de alguma forma no assustador episódio.

A praia de Guarapari, no Espírito Santo / Crédito: Divulgação

A sequência de acontecimentos

Juntos há cerca de um ano, o casal realizava um “luau a dois” naquele dia, conforme narrou a defesa das duas famílias. Isso porque, com viagem marcada para os Estados Unidos, o jovem faria um intercâmbio e estava se despedindo de sua namorada.

Em entrevista ao UOL, uma fonte próxima do casal narrou que a garota teria confirmado que, juntos, os namorados dividiram uma única ‘dose’ da droga que ela chamou de ‘quadrado’ — o apelido, segundo a reportagem, é atribuído ao LSD.

"Ela conta sempre que eles foram à praia para fazer uma despedida”, narrou a fonte. “Transaram, tomaram banho de mar à noite, ficaram lá, tomaram duas taças de vinho, até que o menino tirou um LSD, dividiu pra eles. Quando ela acordou, ele tava deitado com a cabeça no colo dela e com a barriga toda sangrando.”

Já consciente, então, a jovem percebeu que seu celular estava tocando. Do outro lado da linha, sua mãe tentava entrar em contato com a garota desde 1h da manhã — horário em que a jovem teria pedido que sua mãe fosse buscá-la na praia.

“Ela marcou com a mãe e a mãe ficou ligando para ela. Quando acordou, já era quase 3h da manhã e a menina atendeu a ligação muito desesperada, falando coisa com coisa”, narrou a fonte, cuja identidade não foi revelada, por fim. “Ela contou o que estava vendo. As duas ficaram cerca de 50 minutos ao telefone até que o pai a encontrou.”

Jovem não teve envolvimento no ato

O advogado que representa a jovem e as famílias envolvidas no episódio negou boatos que circulam nas redes sociais e afirmam que ela foi responsável pelo corte feito no rapaz. Os familiares dizem, através de Lécio Machado, que os jovens foram 'vítimas de uma ação criminosa'.

"Considerando a grande repercussão social e o elevado número de especulações fantasiosas lamentavelmente divulgadas sobre o triste fato ocorrido com um jovem casal, no último dia 16 de janeiro de 2022, na Praia do Ermitão, no município de Guarapari-ES, as famílias envolvidas no caso resolveram em conjunto vir a público, através do seu advogado, Dr. Lécio Machado, sócio do escritório Silveira, Garcia & Machado Advocacia Especializada, para esclarecer que os seus filhos foram vítimas de uma ação criminosa e violenta praticada por terceiros ainda desconhecidos, durante um lual que realizavam à dois naquela data e localidade.

Compreensivelmente, as famílias dos jovens, em comum acordo, preferiram manter, até o momento, os fatos sob sigilo, com o único objetivo de preservar a identidade das vítimas e garantir à elas um ambiente adequado para a necessária recomposição emocional e física, dado que inegavelmente sofreram demasiada violência física e psicológica ao serem vítimas do crime, agora tornado público. O casal tem recebido todo o atendimento médico-hospitalar necessário e encontra-se em pleno processo de recuperação. Confiamos nas investigações promovidas pela 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Guarapari e esperamos que os responsáveis pelo crime sejam encontrados e punidos".